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Ouviu uma palavra ou uma frase na missa, numa oração, num canto ou numa aula de crisma e não sabe o que é? A lista abaixo tem tudo, agrupado por onde aparece — toque um título para abrir. Sem internet ou sem script, use a busca do seu navegador (Ctrl/Cmd+F); com script, o campo abaixo filtra a mesma lista na hora.
Na Missa
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Chegar na igreja: água benta, genuflexão, onde sentar
Costume local
Deixa Você entra, molha a ponta dos dedos na água benta que fica junto da porta e faz o sinal da cruz.
Você diz ou faz Antes de sentar, faz-se uma genuflexão (ou, se o joelho não ajuda, uma inclinação de cabeça) em direção ao sacrário — o armário com uma luz acesa ao lado.
O que significa A primeira cena é a que ninguém explica. A água benta na entrada é uma lembrança do Batismo: você se benze com ela ao chegar. Depois, antes de ocupar o lugar, olha-se para o sacrário — o armário onde ficam guardadas as hóstias consagradas, sempre com uma luz acesa ao lado — e faz-se uma genuflexão, ou uma inclinação de cabeça para quem não consegue ajoelhar. Ninguém repara, e ninguém deve reparar. Onde sentar: onde houver lugar. Não há lugares marcados, mas os bancos da frente costumam ficar vazios e os do fundo lotados — se você quer enxergar e acompanhar, sentar no meio ajuda. Evite os bancos reservados (às vezes há placas) e o corredor por onde passa a procissão de entrada. Se você chegar atrasado, não é motivo para ficar na porta: entra-se em silêncio e senta-se no primeiro lugar livre, de preferência sem atravessar a igreja durante uma leitura. Quanto isso pesa — se ainda conta como participação da missa, se é falta grave — não é uma conta que um site faça por você — pergunte ao seu catequista ou ao padre. E na hora da comunhão, se você não vai comungar: dá para ficar no lugar, sem nenhum constrangimento, ou ir na fila com os braços cruzados sobre o peito para receber uma bênção. Os braços cruzados são um costume difundido no Brasil, não uma regra do Missal, e nem toda paróquia usa — vale observar o que a comunidade faz ou perguntar ao catequista.
Quando: Antes de a missa começar, e na hora da comunhão para quem não comunga.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 274-275 (genuflexão e inclinação; reverência ao Santíssimo Sacramento) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1183 (o sacrário e a reserva eucarística) e § 1668 (sacramentais) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Sinal da cruz e Amém (início da missa)
Texto litúrgico
Deixa Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Você diz ou faz Amém.
O que significa É a primeira coisa que acontece, logo depois do canto de entrada. O padre traça sobre si o sinal da cruz e diz em voz alta "Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo"; todos fazem o mesmo gesto — testa, peito, ombro esquerdo, ombro direito — e respondem "Amém". A fala é do padre; a parte da assembleia é o "Amém" no fim. É a forma mais curta de dizer quem é o Deus dos cristãos — Pai, Filho e Espírito Santo — e de lembrar que você foi batizado com essas mesmas palavras. "Amém" é hebraico e não significa "acabou": significa mais ou menos "é isso mesmo, eu concordo, eu assino embaixo". Sempre que você responde Amém na missa, está assumindo como sua a oração que acabou de ser dita. Por isso ele aparece tantas vezes.
Quando: No começo da missa, depois do canto de entrada, quando o padre chega ao altar. Também no fim, na bênção final.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ritos Iniciais
- Catecismo da Igreja Católica, § 1235 e § 2157 (o sinal da cruz marca o cristão) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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A saudação do padre e a resposta do povo
Texto litúrgico
Deixa O Senhor esteja convosco.
Você diz ou faz Ele está no meio de nós.
O que significa Logo depois do sinal da cruz o padre cumprimenta a assembleia. Não é um "bom dia": é o anúncio de que Cristo está presente ali, naquele grupo de pessoas. Por isso a resposta brasileira não devolve o cumprimento, ela constata um fato: Ele está no meio de nós. O Missal traz mais de uma fórmula de saudação, e a mais longa — a que cita a graça de Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo — costuma ser respondida com "Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo". Na prática, a resposta que você ouvirá na maioria das missas é "Ele está no meio de nós". Se a assembleia responder outra coisa, acompanhe: o folheto traz a resposta do dia, e o catequista sabe qual é a praxe da sua paróquia.
Quando: Logo após o sinal da cruz, antes do ato penitencial. A saudação 'O Senhor esteja convosco' reaparece antes do Evangelho, no diálogo do prefácio e na bênção final.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Saudação
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 50 (a saudação e o sentido da presença do Senhor) (citação aproximada, a conferir)
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Rito da aspersão com água benta (no lugar do ato penitencial)
Texto litúrgico
Deixa (no domingo, sobretudo no tempo pascal, o padre pode benzer a água e aspergir a assembleia, em geral durante um canto; ao final reza a oração conclusiva)
Você diz ou faz Amém.
O que significa Em alguns domingos, no lugar do ato penitencial, o padre benze água e percorre a igreja aspergindo o povo. Não é 'molhar as pessoas': é um lembrete do Batismo — a mesma água com que você foi feito cristão, jogada de novo sobre você no início da missa. Por isso acontece sobretudo no tempo pascal, os cinquenta dias depois da Páscoa. O que se faz: quem recebe a aspersão faz o sinal da cruz. Quando o padre termina a oração que fecha o rito, todos respondem "Amém" — essa é a única fala da assembleia aqui. E, como este rito substitui o ato penitencial, o Confesso a Deus não é rezado nesse dia.
Quando: Nos ritos iniciais, no lugar do ato penitencial, aos domingos — com mais frequência no tempo pascal. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Rito da bênção e aspersão da água; Apêndice II
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 51 (aos domingos pode fazer-se a bênção e a aspersão da água em memória do Batismo) (citação aproximada, a conferir)
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Ato penitencial — forma I: o Confesso a Deus
Texto litúrgico
Deixa Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios. (segue-se um breve silêncio)
Você diz ou faz Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
O que significa Antes de ouvir a Palavra e de comungar, a assembleia inteira reconhece em voz alta que erra. É dito no plural e junto de propósito: ninguém é chamado à frente, ninguém conta o que fez, não há juiz olhando. Em "por minha culpa, minha tão grande culpa" o costume é bater levemente no peito com a mão fechada — é um gesto antigo de quem assume, não de quem se castiga. Uma coisa importante: o ato penitencial não é a confissão. A Igreja distingue os dois, e a fórmula que fecha o ato penitencial não é a absolvição do sacramento da Penitência. Se houver algo pesado, o caminho é a confissão — e quem te orienta nisso é o catequista ou o padre, não um site.
Quando: Logo após a saudação inicial, ainda nos ritos iniciais. Pode ser substituído pelo rito de aspersão com água benta, sobretudo no tempo pascal.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ato Penitencial, forma I
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 51 (ato penitencial: convite, silêncio, fórmula e conclusão) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1458 (pecados veniais e o caminho da confissão) (citação aproximada, a conferir)
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Ato penitencial — forma II: os dois versículos
Texto litúrgico
Deixa Tende compaixão de nós, Senhor. / Manifestai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
Você diz ou faz Porque pecamos contra vós. / E dai-nos a vossa salvação.
O que significa É a forma mais curta: dois versículos tirados dos salmos, ditos em vai-e-vem entre o padre e o povo. Se você chegou na missa sem saber o Confesso de cor, esta é a forma que dá para acompanhar só ouvindo, porque a resposta é curtinha. O conteúdo é o mesmo da forma I: pedir misericórdia antes de começar. Depois dela vem o "Senhor, tende piedade" (Kyrie).
Quando: Nos ritos iniciais, no lugar do Confesso a Deus. A escolha é do padre.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ato Penitencial, forma II
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 51 (citação aproximada, a conferir)
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Ato penitencial — forma III: as invocações a Cristo
Texto litúrgico
Deixa Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos, tende piedade de nós. / Cristo, que viestes chamar os pecadores, tende piedade de nós. / Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai, tende piedade de nós.
Você diz ou faz Senhor, tende piedade de nós. / Cristo, tende piedade de nós. / Senhor, tende piedade de nós.
O que significa Aqui o pedido de perdão já vem junto com o Kyrie: cada frase do padre (ou do cantor) descreve algo que Cristo faz — acolhe, chama, intercede — e o povo responde "tende piedade de nós". É a forma mais cantada nas paróquias brasileiras. Repare que essas invocações são louvor a Cristo, não uma lista dos seus pecados. "Tende piedade" não é implorar para não ser castigado; é pedir a misericórdia de alguém que já está do seu lado. Quando esta forma é usada, o Kyrie não se repete depois.
Quando: Nos ritos iniciais, como terceira opção do ato penitencial. As frases mudam: o Missal traz vários conjuntos e o padre pode compor outros semelhantes.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ato Penitencial, forma III; Apêndice com outras invocações
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 51-52 (a forma III já inclui o Kyrie) (citação aproximada, a conferir)
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A fórmula que fecha o ato penitencial
Texto litúrgico
Deixa Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Você diz ou faz Amém.
O que significa Depois de qualquer uma das três formas do ato penitencial, o padre diz esta oração curta e todos respondem "Amém". Muita gente que acompanha a missa há anos nunca reparou nela, porque vem logo antes do Kyrie ou do Glória. Duas notas para quem está começando: o padre diz 'de nós', incluindo-se; e esta fórmula não é a absolvição da confissão — é um pedido de misericórdia da assembleia inteira. Se você tem uma dúvida concreta sobre o que levar à confissão, essa conversa é com o padre ou com o catequista.
Quando: Nos ritos iniciais, logo depois de qualquer uma das três formas do ato penitencial.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — conclusão do Ato Penitencial
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 51 (a conclusão do ato penitencial) (citação aproximada, a conferir)
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Senhor, tende piedade (Kyrie)
Texto litúrgico
Deixa Senhor, tende piedade de nós.
Você diz ou faz Senhor, tende piedade de nós. (repetindo) — Cristo, tende piedade de nós. → Cristo, tende piedade de nós. — Senhor, tende piedade de nós. → Senhor, tende piedade de nós.
O que significa Logo depois do ato penitencial (formas I e II) vem esta aclamação: o padre ou o cantor diz, o povo repete. São três pedidos, geralmente cantados. Se o ato penitencial foi a forma III, o Kyrie já aconteceu dentro dela e não se repete. O nome técnico é Kyrie, eleison — "Senhor, tende piedade" em grego. É uma das poucas coisas na missa que sobraram em grego, mais antiga que o latim na liturgia. Às vezes você ouvirá cantado assim mesmo: Kyrie, eleison / Christe, eleison.
Quando: Nos ritos iniciais, logo depois do ato penitencial (exceto na forma III, que já o contém).
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Kyrie
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 52 (o Kyrie é aclamação a Cristo, normalmente em duas partes, e pode ser cantado em grego) (citação aproximada, a conferir)
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Glória a Deus nas alturas
Texto litúrgico
Deixa Glória a Deus nas alturas, (entoado pelo padre ou pelo cantor; todos continuam juntos)
Você diz ou faz Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.
O que significa É um hino muito antigo que começa com a frase dos anjos no Natal (Lc 2,14) e depois vira um jorro de louvor: louvamos, bendizemos, adoramos, glorificamos, damos graças. Não pede quase nada — é a parte da missa em que a assembleia simplesmente admira Deus. Não se reza em todas as missas. No Advento e na Quaresma o Glória some, e volta no Natal e na Páscoa — a ausência dele é um dos jeitos de o ano litúrgico mudar de cor. Nos domingos comuns, festas e solenidades ele está lá.
Quando: Nos ritos iniciais, depois do Kyrie, nos domingos fora do Advento e da Quaresma, e nas solenidades e festas. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Hino de Louvor (Glória)
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 53 (quando se canta o Glória) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 2,14
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O Amém depois da oração do dia (coleta)
Texto litúrgico
Deixa Oremos. (silêncio) ... Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Você diz ou faz Amém.
O que significa O padre diz "Oremos" e vem um silêncio curto — esse silêncio é de propósito: é o momento de cada um apresentar a sua intenção. Depois o padre recolhe todas elas numa única oração (por isso o nome técnico: coleta, de "colher"). A sua parte é o Amém no fim. Ele fecha a oração do padre e a torna também sua. Repare que a coleta quase sempre termina falando ao Pai, por Jesus, no Espírito Santo — a missa inteira tem essa direção.
Quando: Fim dos ritos iniciais, antes de todos se sentarem para a primeira leitura. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Oração do dia (Coleta)
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 54 (o silêncio antes da coleta e o Amém do povo) (citação aproximada, a conferir)
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Palavra do Senhor / Graças a Deus
Texto litúrgico
Deixa Palavra do Senhor.
Você diz ou faz Graças a Deus.
O que significa É o que se responde no fim da primeira e da segunda leitura — as que são lidas por um leigo no ambão, sentados todos. O leitor não diz "fim da leitura": ele afirma que aquilo que acabou de ser lido é palavra de Deus, e a assembleia agradece. Detalhe que confunde no começo: no fim do Evangelho a resposta é outra ('Glória a vós, Senhor'), porque quem fala ali é o próprio Cristo. Leitura: Graças a Deus. Evangelho: Glória a vós, Senhor.
Quando: No fim da primeira leitura (Antigo Testamento, ou Atos no tempo pascal) e da segunda (cartas do Novo Testamento, nos domingos). Sentados.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Liturgia da Palavra
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 59-60 e n. 128 (aclamação no fim das leituras) (citação aproximada, a conferir)
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Salmo responsorial — o refrão que muda toda semana
Texto litúrgico
Deixa O salmista canta (ou diz) o refrão uma vez e depois canta as estrofes.
Você diz ou faz A assembleia repete o refrão do folheto depois de cada estrofe — o texto muda a cada missa.
O que significa Depois da primeira leitura vem um salmo, que é um poema-oração do Antigo Testamento. Funciona assim: alguém canta um refrão curto, todos repetem, e a cada estrofe todos repetem de novo o mesmo refrão. Não há um texto fixo para decorar — ele muda a cada dia, e vem escrito no folheto da missa. Não é um intervalo musical nem um "cantinho" entre as leituras: é a resposta orante da assembleia ao que acabou de ouvir. Se você não pegou o refrão da primeira vez, é normal — você o ouvirá mais três ou quatro vezes.
Quando: Entre a primeira e a segunda leitura. Sentados.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 61 (o salmo responsorial é parte integrante da liturgia da Palavra) (citação aproximada, a conferir)
- Lecionário (edição brasileira, CNBB), refrão e estrofes próprios de cada dia
- Folheto da comunidade (conferência do owner), refrão do dia, impresso
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Aleluia (e o que entra no lugar dele na Quaresma)
Texto litúrgico
Deixa (o cantor entoa) Aleluia, aleluia, aleluia. (depois canta um versículo bíblico)
Você diz ou faz Aleluia, aleluia, aleluia. (todos repetem, de pé)
O que significa Quando o Aleluia começa, todo mundo se levanta — é o sinal de que o Evangelho vai ser proclamado e de que a assembleia está recebendo Cristo que vem falar. "Aleluia" é hebraico: "louvai o Senhor". Na Quaresma o Aleluia desaparece completamente, os quarenta dias inteiros, e no lugar dele se canta outra aclamação, por exemplo "Louvor e glória a vós, ó Cristo" ou "Glória e louvor a vós, ó Cristo". Quando ele volta, na Vigília Pascal, a diferença se sente — é essa a intenção.
Quando: Depois da segunda leitura, imediatamente antes do Evangelho. É o momento em que todos ficam de pé.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 62-63 (Aleluia fora da Quaresma; outra aclamação na Quaresma) (citação aproximada, a conferir)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Aclamação ao Evangelho
- Lecionário (edição brasileira, CNBB), fórmulas de aclamação próprias de cada dia e do tempo da Quaresma (citação aproximada, a conferir)
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Antes do Evangelho: 'Glória a vós, Senhor'
Texto litúrgico
Deixa O Senhor esteja convosco. → Ele está no meio de nós. / Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus.
Você diz ou faz Glória a vós, Senhor.
O que significa O padre ou o diácono saúda de novo a assembleia e anuncia de qual dos quatro evangelistas é o texto. Ao ouvir o nome (Mateus, Marcos, Lucas ou João), todos respondem "Glória a vós, Senhor" e fazem uma cruz pequena com o polegar em três lugares: na testa, na boca e no peito. Esse gesto triplo tem um sentido bem concreto e é fácil de guardar: que a Palavra esteja na minha mente, nos meus lábios e no meu coração. Ninguém vai reparar se você errar a ordem nas primeiras vezes.
Quando: Imediatamente antes da leitura do Evangelho, de pé, depois do Aleluia.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Evangelho
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 134 (saudação, anúncio e sinal da cruz na fronte, na boca e no peito) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Palavra da Salvação / Glória a vós, Senhor
Texto litúrgico
Deixa Palavra da Salvação.
Você diz ou faz Glória a vós, Senhor.
O que significa No fim do Evangelho a resposta não é "Graças a Deus" (essa é das leituras): é "Glória a vós, Senhor", dirigida a Cristo, porque é Ele mesmo quem fala no Evangelho. Depois de dizer isso, o padre beija o livro em silêncio. Se você trocar as duas respostas, não tem problema nenhum — quase todo iniciante troca. A regra curta: leitura = Graças a Deus; Evangelho = Glória a vós, Senhor.
Quando: Imediatamente depois da proclamação do Evangelho, ainda de pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Evangelho
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 134 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Homilia e o silêncio depois dela
Texto litúrgico
Deixa O padre ou o diácono faz a homilia; todos se sentam e escutam.
Você diz ou faz A assembleia guarda o silêncio breve que vem logo depois, ainda sentada.
O que significa Depois do Evangelho todos se sentam e o padre explica o que foi lido e o que aquilo pede da vida de quem está ali. Chama-se homilia (não "sermão" nem "pregação", tecnicamente) e nos domingos ela é parte da própria celebração. O que pega o iniciante é o que vem depois: um silêncio de alguns segundos, com todos sentados e parados. Não é uma pausa técnica nem um constrangimento — o silêncio é previsto, para que cada um deixe a Palavra assentar. Não precisa fazer nada; ficar quieto é participar.
Quando: Depois do Evangelho, aos domingos e festas. Sentados.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 65-66 (natureza da homilia) e n. 45/66 (breve silêncio depois) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, § 52 (a homilia como parte da própria liturgia) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Credo niceno-constantinopolitano (o Credo longo)
Texto litúrgico
Deixa (o padre entoa) Creio em um só Deus, — e todos continuam juntos, de pé
Você diz ou faz Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
O que significa Depois da homilia a assembleia se levanta e diz em voz alta aquilo em que acredita. Este Credo é um texto de concílios do século IV (Niceia e Constantinopla) — foi escrito justamente para deixar claro, contra as confusões da época, que Jesus é Deus de verdade e não uma criatura superior. Daí as repetições que parecem exageradas: 'Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro'. Nas palavras 'e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem' todos fazem uma inclinação com a cabeça (no Natal e na Anunciação, ajoelha-se). Na Crisma este Credo é um dos textos que você vai ouvir mais vezes: é o resumo da fé que você vai professar.
Quando: Depois da homilia, nos domingos e solenidades. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Profissão de Fé
- Catecismo da Igreja Católica, § 195 e §§ 185-197 (os símbolos da fé) (citação aproximada, a conferir)
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 68 (quando se diz o Credo) e n. 137 (a inclinação em 'e se encarnou') (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Símbolo dos Apóstolos na missa (o Credo curto)
Texto litúrgico
Deixa (o padre entoa) Creio em Deus Pai todo-poderoso, — e todos continuam juntos, de pé
Você diz ou faz Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.
O que significa Este é o Credo mais curto e mais antigo na forma, ligado ao Batismo — é o mesmo que se professa quando alguém é batizado e o mesmo que você vai professar na Crisma. O Missal permite usá-lo no lugar do Credo longo, principalmente na Quaresma e no tempo pascal e nas missas com crianças. Se numa missa você começar o Credo longo e perceber que todo mundo está dizendo outro, é isso que aconteceu: o padre escolheu o Símbolo dos Apóstolos. É o mesmo que se reza no terço.
Quando: Depois da homilia, como alternativa ao Credo niceno-constantinopolitano. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Profissão de Fé (Símbolo dos Apóstolos)
- Catecismo da Igreja Católica, § 194 (o Símbolo dos Apóstolos, ligado ao batismo) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Oração dos fiéis (preces da comunidade)
Costume local
Deixa O leitor apresenta cada intenção e conclui, por exemplo: '... rezemos ao Senhor'.
Você diz ou faz A assembleia responde o refrão que a comunidade usa — em muitas paróquias 'Senhor, escutai a nossa prece'.
O que significa Fecha a liturgia da Palavra. Alguém lê, uma por uma, as intenções: pela Igreja, pelos governantes, por quem sofre, pela comunidade local, pelos falecidos. Depois de cada uma, todos respondem juntos um refrão curto. Esse refrão é o ponto em que não adianta decorar: muda de paróquia para paróquia e às vezes de missa para missa. "Senhor, escutai a nossa prece" e "Senhor, atendei a nossa prece" são os mais comuns; há também refrões cantados próprios da comunidade. Ouça a primeira intenção e você já sabe o que responder nas outras. É o momento em que a assembleia exerce o sacerdócio que recebeu no Batismo: rezar pelo mundo inteiro, não só por si. Em muitas igrejas, no fim, abre-se espaço para intenções ditas em voz alta pelas pessoas presentes.
Quando: Depois do Credo, encerrando a liturgia da Palavra. De pé.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 69-71 (oração universal: séries de intenções e resposta do povo) (citação aproximada, a conferir)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Oração dos Fiéis; Apêndice com modelos
texto ainda não conferido
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Bendito seja Deus para sempre
Texto litúrgico
Deixa Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida. (e depois, sobre o vinho, fórmula equivalente)
Você diz ou faz Bendito seja Deus para sempre.
O que significa Começa a liturgia eucarística. Trazem-se ao altar o pão e o vinho — e, nas paróquias brasileiras, muitas vezes também alimentos e ofertas da comunidade. O padre ergue a patena e o cálice e faz duas bênçãos, uma pelo pão e outra pelo vinho, e o povo responde a mesma frase nas duas. Atenção a um detalhe: essas fórmulas são ditas em voz alta só quando não há canto. Se o coral estiver cantando, o padre reza em silêncio e não haverá resposta — não é que você perdeu a deixa.
Quando: Início da liturgia eucarística, depois da oração dos fiéis, durante a preparação dos dons. Sentados.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Preparação das Oferendas
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 73-77 e n. 141-142 (fórmulas ditas em voz alta apenas sem canto) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Orai, irmãos e irmãs...
Texto litúrgico
Deixa Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Você diz ou faz Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
O que significa Aqui todos se levantam. O padre pede à assembleia que reze com ele, e a resposta do povo diz uma coisa importante: o sacrifício é oferecido 'por tuas mãos' — as do padre — mas é de todos, não só dele. É o texto que mais claramente mostra que a missa não é o padre fazendo algo enquanto os outros assistem. É uma resposta comprida e sem gancho musical, então é normal levar meses para dizê-la sem tropeçar. Vale ler no folheto nas primeiras vezes.
Quando: No fim da preparação das oferendas, antes da oração sobre as oferendas. Todos se põem de pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — 'Orate fratres' e Oração sobre as Oferendas
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 77 (convite à oração e resposta do povo) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1368-1369 (a oferta da Igreja inteira com Cristo) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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O diálogo do prefácio (três perguntas e três respostas)
Texto litúrgico
Deixa O Senhor esteja convosco. / Corações ao alto. / Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Você diz ou faz Ele está no meio de nós. / O nosso coração está em Deus. / É nosso dever e nossa salvação.
O que significa É a abertura da Oração Eucarística, a parte central da missa. Três frases, três respostas, sempre nesta ordem — e é um dos trechos mais antigos que existem na liturgia cristã. 'Corações ao alto' quer dizer: parem com o que estiver na cabeça, isto aqui é outra coisa. Depois o padre canta ou reza o prefácio, um louvor que muda conforme o tempo do ano, e que desemboca no Santo. Vale decorar estas três respostas cedo: elas se repetem em toda missa.
Quando: Logo depois da oração sobre as oferendas, abrindo a Oração Eucarística. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Diálogo do Prefácio
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 78-79 (Oração Eucarística: ação de graças, aclamação) (citação aproximada, a conferir)
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Santo, Santo, Santo
Texto litúrgico
Deixa (fim do prefácio) ... proclamando (ou cantando) a uma só voz:
Você diz ou faz Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
O que significa É a aclamação que fecha o prefácio, cantada por todos. Ela junta duas cenas da Bíblia: a visão do profeta Isaías, em que os anjos gritam 'Santo, Santo, Santo' diante de Deus (Is 6,3), e a entrada de Jesus em Jerusalém, quando o povo grita 'Hosana' e 'Bendito o que vem em nome do Senhor' (Mt 21,9). 'Hosana' é um grito hebraico que era um pedido de socorro e virou aclamação de festa. Em muitas paróquias todos se ajoelham logo depois do Santo, quando começa a parte da consagração — repare no que a comunidade faz.
Quando: No fim do prefácio, dentro da Oração Eucarística. De pé (ajoelha-se depois, ao final do Santo, na maioria das igrejas do Brasil).
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Santo
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 79b e n. 148 (o Santo é cantado por toda a assembleia com o sacerdote) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Is 6,3; Mt 21,9
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As três aclamações depois da consagração
Texto litúrgico
Deixa Eis o mistério da fé!
Você diz ou faz 1) Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus! — 2) Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda! — 3) Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.
O que significa Logo depois de o padre repetir as palavras de Jesus sobre o pão e o vinho, ele diz 'Eis o mistério da fé' e a assembleia responde com uma das três aclamações. Qual delas? Depende do que o cantor entoar ou do que a paróquia costuma usar — por isso é bom conhecer as três, mesmo que você só use uma. Repare que as três dizem a mesma coisa em ordens diferentes: morte, ressurreição e a espera da volta de Cristo. É o coração do que os cristãos anunciam.
Quando: Dentro da Oração Eucarística, imediatamente após a consagração. Em geral de joelhos ou de pé, conforme o costume da igreja.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Aclamação memorial (anamnese)
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 79e e n. 151 (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, 1Cor 11,26 (base da segunda aclamação)
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O grande Amém
Texto litúrgico
Deixa Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Você diz ou faz Amém.
O que significa O padre ergue a patena e o cálice e conclui toda a Oração Eucarística com essa frase. O Amém que vem depois é chamado de 'grande Amém' porque é o mais importante da missa: com ele a assembleia assina toda a oração que foi rezada em seu nome, do prefácio até aqui. Por isso, em muitas paróquias, ele é cantado e repetido. Se parecer que estão esticando demais um 'Amém', é exatamente isso.
Quando: No fim da Oração Eucarística, imediatamente antes do Pai-Nosso.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Doxologia final
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 79h e n. 151 (o povo aclama com o Amém) (citação aproximada, a conferir)
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Pai-Nosso na missa
Texto litúrgico
Deixa Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
Você diz ou faz Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
O que significa É a única oração que Jesus ensinou com estas palavras (Mt 6,9-13), e na missa ela abre o rito da comunhão: antes de receber o pão, a assembleia pede o pão e pede perdão. Todos rezam juntos, de pé. Em muitas paróquias brasileiras as pessoas se dão as mãos ou erguem as mãos abertas — isso é costume local, não é obrigatório, e você pode simplesmente não fazer. Repare que a oração termina em 'livrai-nos do mal', sem 'Amém': na missa o padre continua imediatamente com o embolismo ('Livrai-nos de todo o mal, ó Pai...'), e é só depois dele que a assembleia responde — não com 'Amém', mas com 'Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!' (veja o registro seguinte). Por isso, embora esta seja a mesma oração de oracoes.json:pai_nosso, aqui ela é reproduzida sem o 'Amém' final: quando você reza o Pai-Nosso sozinho, fora da missa, a oração termina em si mesma e o 'Amém' cabe.
Quando: Abrindo o rito da comunhão, logo depois do grande Amém. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Rito da Comunhão, Oração do Senhor
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2759-2865 (comentário completo do Pai-Nosso); § 2846 sobre 'não nos deixeis cair em tentação' (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mt 6,9-13
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Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
Texto litúrgico
Deixa Livrai-nos de todo o mal, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
Você diz ou faz Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
O que significa Logo depois do Pai-Nosso o padre continua sozinho, desdobrando o último pedido ('livrai-nos do mal'). O nome técnico disso é embolismo — quer dizer 'inserção'. Quando ele termina, todos respondem com esta aclamação. É a frase que os cristãos protestantes costumam dizer no fim do próprio Pai-Nosso; na missa católica ela existe, mas separada, como resposta a esta oração. Se você vem de outra tradição cristã, é aqui que ela reaparece.
Quando: Imediatamente depois do Pai-Nosso, antes do rito da paz. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Embolismo e aclamação
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 81 (embolismo e aclamação do povo) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 2854-2856 (o embolismo e a doxologia final) (citação aproximada, a conferir)
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O amor de Cristo nos uniu (saudação da paz)
Texto litúrgico
Deixa A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Você diz ou faz O amor de Cristo nos uniu.
O que significa Depois de uma oração pela paz da Igreja, o padre saúda a assembleia com a paz de Cristo e o povo responde 'O amor de Cristo nos uniu' — que é a resposta brasileira, diferente da tradução literal usada em outros países. Em seguida, o padre ou o diácono convida a assembleia a saudar-se, e cada um cumprimenta quem está por perto. Duas coisas que ajudam: cumprimenta-se quem está ao lado e à frente, com sobriedade — não é hora de atravessar a igreja. E o gesto não é só simpatia: vem antes da comunhão de propósito, lembrando o Evangelho ('reconcilia-te primeiro com teu irmão', Mt 5,23-24).
Quando: Depois do embolismo, antes do Cordeiro de Deus. De pé. Pode ser omitido, a critério do padre.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Rito da Paz
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 82 e n. 154 (sobriedade do gesto; cada um saúda apenas os mais próximos) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mt 5,23-24
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Cordeiro de Deus
Texto litúrgico
Deixa (entoado pelo cantor ou por todos, enquanto o padre parte o pão)
Você diz ou faz Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
O que significa Enquanto o padre parte a hóstia, todos cantam ou rezam esta súplica: duas vezes 'tende piedade de nós' e, na terceira, 'dai-nos a paz'. Se a fração do pão demorar (por exemplo, numa missa com muita gente), a invocação pode ser repetida mais vezes — só a última termina sempre com 'dai-nos a paz'. 'Cordeiro de Deus' é o nome que João Batista deu a Jesus ao vê-lo chegar (Jo 1,29). Para quem está começando, é a chave de leitura da missa inteira: o cordeiro que era sacrificado na Páscoa judaica é Ele.
Quando: Durante a fração do pão, entre o rito da paz e a comunhão. De pé (ou de joelhos em algumas igrejas).
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Fração do Pão / Cordeiro de Deus
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 83 e n. 155 (a invocação pode repetir-se; a última termina com 'dai-nos a paz') (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Jo 1,29
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Eis o Cordeiro de Deus / Senhor, eu não sou digno
Texto litúrgico
Deixa Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Felizes os convidados para a ceia do Cordeiro.
Você diz ou faz Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e a minha alma será salva.
O que significa O padre ergue a hóstia diante da assembleia e todos respondem juntos, uma única vez, antes de a fila da comunhão começar. A frase vem do Evangelho: é o que disse um oficial romano a Jesus, que elogiou a fé dele (Mt 8,8). Não é humilhação — é a fala de alguém que sabe que está recebendo algo maior do que ele. Este é um dos pontos em que a 3ª edição do Missal mexeu no texto, então você vai ouvir pessoas dizendo coisas diferentes na mesma igreja, e ambas de boa-fé. A redação anterior está listada abaixo, com a edição de cada uma.
Quando: Logo antes da comunhão, depois do Cordeiro de Deus. De joelhos ou de pé, conforme o costume da igreja.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Convite à Comunhão
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mt 8,8; Jo 1,29; Ap 19,9
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 84 e n. 157 (citação aproximada, a conferir)
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O Corpo de Cristo / Amém
Texto litúrgico
Deixa O Corpo de Cristo.
Você diz ou faz Amém.
O que significa Na fila da comunhão, quem distribui mostra a hóstia e diz 'O Corpo de Cristo'. A resposta é uma palavra só, dita em voz audível: 'Amém'. Aqui esse Amém quer dizer 'sim, eu creio que é isso mesmo' — é uma profissão de fé pessoal, a menor da missa e uma das mais fortes. Sobre como receber: no Brasil pode ser na mão ou na boca; quem recebe na mão põe uma mão sobre a outra, recebe e consome ali mesmo, diante de quem distribuiu, antes de sair do lugar. Antes de comungar faz-se um gesto de reverência, em geral uma inclinação de cabeça. Um dado objetivo, que você mesmo resolve: o Código de Direito Canônico pede o jejum eucarístico de uma hora antes da comunhão — água e remédio não quebram esse jejum, e a norma não obriga as pessoas idosas, as doentes e quem cuida delas (cân. 919; resumo, não citação literal do texto oficial). Todo o resto sobre quando e se você comunga não é assunto de um site: é conversa com o seu catequista ou com o padre da sua comunidade, que conhecem a sua situação.
Quando: Na fila da comunhão. A mesma fórmula é usada por padres, diáconos e ministros extraordinários da comunhão.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Comunhão
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 160-161 (gesto de reverência; comunhão na mão ou na boca, conforme a determinação da Conferência Episcopal) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1384-1390 (a comunhão) (citação aproximada, a conferir)
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 919 (jejum eucarístico de uma hora; a água e os remédios não o quebram)
texto ainda não conferido
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O silêncio depois da comunhão e a oração que o fecha
Texto litúrgico
Deixa (depois da comunhão, todos guardam silêncio por algum tempo; então o padre diz) Oremos. ... Por Cristo, nosso Senhor.
Você diz ou faz Amém.
O que significa Terminada a distribuição, vem um silêncio — às vezes com um canto, às vezes sem nada. É um dos poucos silêncios longos da missa e ele é previsto: serve para cada um ficar com o que acabou de receber. Sentado ou de joelhos, como a comunidade estiver. Depois o padre se levanta, diz 'Oremos' e reza a oração depois da comunhão, que pede que aquilo produza efeito na vida de quem comungou. Todos ficam de pé para ela, e a resposta é o Amém. Só depois disso vêm os avisos da comunidade e a bênção final.
Quando: Depois da distribuição da comunhão, antes dos avisos e da bênção final. Sentados no silêncio, de pé na oração.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Oração depois da Comunhão
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 88-89 (silêncio sagrado ou canto de louvor depois da comunhão; a oração depois da comunhão) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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A bênção final
Texto litúrgico
Deixa O Senhor esteja convosco. → Ele está no meio de nós. / Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho ✝ e Espírito Santo.
Você diz ou faz Amém.
O que significa Depois da oração depois da comunhão e dos avisos da comunidade, o padre abençoa todos. Ao ouvir 'Pai e Filho e Espírito Santo', todos fazem o sinal da cruz sobre si — é a mesma coisa com que a missa começou, fechando o círculo. Em solenidades a bênção pode ser mais longa, em três partes, com um 'Amém' depois de cada uma. Se isso acontecer, é só responder Amém nas três.
Quando: No fim da missa, depois da oração depois da comunhão e dos avisos. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ritos Finais, Bênção
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 90 (ritos finais: saudação, bênção, despedida) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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A despedida: 'Ide em paz' / 'Graças a Deus'
Texto litúrgico
Deixa Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.
Você diz ou faz Graças a Deus.
O que significa É a última fala da missa, dita pelo padre ou pelo diácono. A palavra 'missa' vem justamente daqui: do latim 'Ite, missa est', algo como 'ide, estais enviados'. Ou seja, a missa não termina em 'acabou': termina em 'vão'. Existem outras fórmulas de despedida, e a 3ª edição do Missal traz mais de uma. Todas são respondidas do mesmo jeito: 'Graças a Deus'. Depois disso o padre beija o altar e sai; o costume é ficar até o fim do canto final.
Quando: No fim da missa, imediatamente depois da bênção. De pé.
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ordinário da Missa — Ritos Finais, Despedida
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 90c (a despedida envia cada um às suas boas obras) (citação aproximada, a conferir)
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Quando ficar de pé, sentado ou de joelhos
Costume local
Deixa Ninguém avisa em voz alta quando levantar ou sentar: o sinal é a própria assembleia, que se move junto.
Você diz ou faz Faça o que a maioria está fazendo — é a regra prática que resolve a missa inteira.
O que significa O roteiro mais comum nas igrejas do Brasil: DE PÉ na entrada e nos ritos iniciais, até o fim da oração do dia; SENTADO nas leituras, no salmo e na homilia; DE PÉ do Aleluia até o fim do Credo e da oração dos fiéis; SENTADO na preparação das oferendas; DE PÉ a partir do 'Orai, irmãos e irmãs' e durante o prefácio e o Santo; DE JOELHOS (ou de pé, conforme a paróquia) da consagração até o grande Amém; DE PÉ do Pai-Nosso até o Cordeiro de Deus; de joelhos ou de pé no 'Eis o Cordeiro'; DE PÉ na fila da comunhão, depois sentado ou de joelhos em silêncio; DE PÉ na oração depois da comunhão, na bênção e na despedida. As posturas de cada país são definidas pela Conferência dos Bispos, e há diferenças legítimas de paróquia para paróquia — sobretudo em ajoelhar-se ou não na consagração, que também depende de haver genuflexório e de a pessoa conseguir. Quem não consegue ajoelhar-se simplesmente não se ajoelha, e ninguém deve ser olhado por isso.
Quando: Durante toda a missa.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 43 (posturas do povo; adaptações determinadas pela Conferência Episcopal; quem não pode ajoelhar-se não é obrigado) (citação aproximada, a conferir)
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Orações
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Sinal da Cruz
Texto litúrgico
Texto Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
O que significa É o gesto mais curto e mais repetido da vida católica: você toca a testa, o peito e os dois ombros enquanto diz o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em duas frases ele diz quem é o Deus em que os cristãos creem (um só Deus, três pessoas) e lembra a cruz de Jesus — por isso ele abre e fecha quase tudo: a Missa, a oração da manhã, a refeição, o terço. No começo, ele pode parecer automático, e é normal fazer meio desajeitado. O sentido não é ter o gesto perfeito: é marcar que o que vem a seguir — a Missa, a conversa com Deus, o dia — está sendo colocado debaixo da cruz. O nome técnico dessa fórmula é "invocação trinitária".
Quando: No início e no fim de praticamente toda oração católica. Na Missa, o padre faz o sinal da cruz logo no começo, e a assembleia responde "Amém" — só depois vem a saudação ("O Senhor esteja convosco" / "Ele está no meio de nós"). Também ao entrar na igreja (tocando a água benta), antes das refeições (registro `bencao_da_mesa`), ao passar diante de uma igreja, ao acordar e ao dormir, e no início do terço.
- Catecismo da Igreja Católica, § 2157
- Catecismo da Igreja Católica, § 1235
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ritos iniciais da Missa (citação aproximada, a conferir)
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Pai-Nosso
Texto litúrgico
Texto Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
O que significa É a única oração que Jesus ensinou com essas palavras, quando os discípulos pediram que ele os ensinasse a rezar. Por isso ela é chamada de "a oração do Senhor": todo o resto da oração cristã é, de algum modo, um comentário dela. Ela começa tratando Deus por "Pai" — não "Senhor distante" — e só depois pede alguma coisa; e o que pede primeiro é o nome, o reino e a vontade de Deus, e só então o pão, o perdão e a proteção. Uma frase costuma incomodar e é honesto dizer: "perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido" liga o perdão que você pede ao perdão que você dá. Não é chantagem; é a medida que Jesus escolheu. O nome técnico dela é "Oração dominical".
Quando: Na Missa, depois da Oração Eucarística, todos rezam juntos antes da Comunhão (de pé, muitas vezes de mãos dadas ou com as mãos abertas — isso varia por paróquia). Também em cada dezena do terço, na Liturgia das Horas, em velórios e novenas, e sozinho a qualquer hora. É a primeira oração que se pede a um crismando que saiba de cor.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mt 6,9-13
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 11,2-4
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2759-2865
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Rito da Comunhão (citação aproximada, a conferir)
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Ave-Maria
Devoção
Texto Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
O que significa A Ave-Maria é feita de três pedaços. Os dois primeiros são falas da Bíblia: a saudação do anjo a Maria ("cheia de graça, o Senhor é convosco") e a saudação de Isabel ("bendita sois vós entre as mulheres"). O terceiro é um pedido que a Igreja acrescentou depois: "rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte" — isto é, reze por nós. Repare no verbo: a oração não pede que Maria salve, perdoe ou responda; pede que ela reze. É a mesma coisa que você faz ao pedir a um amigo "reza por mim", com a diferença de que aqui o pedido é feito a alguém que a Igreja crê estar viva em Deus. O termo técnico para isso é "intercessão". Se você vem de uma igreja evangélica, o que costuma soar estranho aqui não é o texto bíblico do começo, e sim pedir algo a uma pessoa que não é Deus. A distinção que a Igreja Católica faz é esta: adoração é devida só a Deus, e o que se dá a Maria e aos santos é honra e pedido de oração — do mesmo tipo que pedir a um irmão de fé "reza por mim", nunca no lugar de Cristo, que continua sendo o único mediador. A própria Igreja diz que esse culto a Maria difere essencialmente da adoração devida a Deus (Lumen Gentium 66), e que tudo em Maria remete ao Filho.
Quando: É a oração mais repetida da devoção católica: cada dezena do terço tem dez delas, o Angelus tem três, e ela entra em novenas, procissões, velórios e na oração de muitas famílias. Um iniciante vai ouvi-la em quase toda reunião de grupo, geralmente rezada em voz alta, com a primeira metade puxada por uma pessoa e a segunda respondida por todos.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,28 e Lc 1,42
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2676-2677
- Catecismo da Igreja Católica, § 971 (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2673-2679 (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, n. 66 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Glória ao Pai (doxologia)
Texto litúrgico
Texto Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
O que significa É a oração mais curta do repertório: duas linhas que não pedem nada, só dão glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Ela funciona como um ponto final cantado — fecha salmos, dezenas do terço, horas do ofício. O valor dela para quem está começando é justamente esse: nem toda oração é pedido. Às vezes o que se faz é só reconhecer quem Deus é. O nome técnico dessa fórmula de louvor é "doxologia" (do grego, "palavra de glória").
Quando: No fim de cada salmo na Liturgia das Horas, no fim de cada dezena do terço, no fim de muitas novenas e bênçãos. É curta o bastante para você aprender na primeira reunião e já acompanhar o grupo.
- Catecismo da Igreja Católica, § 2639 (a oração de louvor) (citação aproximada, a conferir)
- Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Doxologia ao final dos salmos (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Credo (Símbolo dos Apóstolos)
Texto litúrgico
Texto Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.
O que significa O Credo não é um pedido: é uma lista do que os cristãos creem, dita na primeira pessoa ("creio"). Ele segue a ordem do próprio Deus — Pai, Filho, Espírito Santo — e depois fala da Igreja, do perdão dos pecados e da vida eterna. É curto de propósito: cabe na memória e serve de resumo da fé inteira. Duas frases costumam travar quem está começando. "Desceu à mansão dos mortos" não quer dizer que Jesus foi condenado; quer dizer que ele entrou de verdade na morte, até onde estavam os que morreram antes dele. E "ressurreição da carne" não é metáfora: a fé católica diz que a pessoa inteira, corpo e tudo, é que ressuscita. O nome técnico deste texto é "Símbolo dos Apóstolos".
Quando: É o Credo mais usado fora da Missa: abre o terço, aparece em novenas e na oração pessoal, e é o texto que a catequese de Crisma costuma pedir de cor. Na Missa dominical, em geral se reza o outro Credo, mais longo (o niceno-constantinopolitano), embora o Missal permita o Símbolo dos Apóstolos, sobretudo na Quaresma e no tempo pascal e nas missas com crianças.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 185-197
- Catecismo da Igreja Católica, § 194
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 631-637 (a descida à mansão dos mortos) (citação aproximada, a conferir)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Profissão de fé (ordinário da Missa) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Salve-Rainha
Devoção
Texto Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
O que significa A Salve-Rainha é a oração mais dramática do repertório comum: ela fala de "degredados filhos de Eva", de "vale de lágrimas", de "desterro". A linguagem é antiga (é um texto medieval) e a imagem é a de gente exilada pedindo a alguém que interceda por ela. Por isso ela costuma ser rezada no fim — do terço, do dia, da vida. O pedido central está no fim e é bem concreto: "mostrai-nos Jesus". A oração não termina em Maria; termina pedindo que ela aponte para o Filho. Isso resume o lugar que a devoção mariana tem na fé católica. Os títulos daqui — "Rainha", "Mãe de misericórdia", "advogada nossa" — são os que mais chocam quem vem de uma igreja evangélica, e é justo dizer por que eles não são adoração: "advogada" quer dizer exatamente quem fala a favor de alguém diante de outro, isto é, quem intercede, e a oração termina pedindo que ela mostre Jesus, não que o substitua. A Igreja afirma que a função maternal de Maria não ofusca nem diminui a única mediação de Cristo, e que toda honra dada a ela vem dele e leva a ele (Lumen Gentium 60-62; Catecismo 971, 2673-2679).
Quando: No fim do terço, quase sempre. Também no fim das Completas (a última oração do dia na Liturgia das Horas), em novenas, em procissões e em velórios. Se você entrar num grupo de terço, esta é a oração que fecha a reunião — e muitas vezes é cantada.
- Catecismo da Igreja Católica, § 971 (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2673-2679 (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, nn. 60-62 e 66 (citação aproximada, a conferir)
- Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Antífona final de Nossa Senhora, nas Completas (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Vinde, Espírito Santo
Devoção
Texto V. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R. E renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O que significa Esta é a oração que pede ao Espírito Santo que venha — e é a oração da Crisma por excelência, porque o sacramento da Confirmação é justamente o dom do Espírito Santo. Ela tem duas partes: um versículo curto que se reza em forma de chamado e resposta, e uma oração final ("Ó Deus, que instruístes...") que pede discernimento e consolação. É a oração com que se começa quase qualquer coisa que exija luz: uma reunião de catequese, uma leitura da Bíblia, uma decisão difícil. Se você só decorar uma oração antes da Crisma, que seja esta.
Quando: No início de reuniões de catequese, encontros de grupo, estudos bíblicos e ensaios de ministério — em muitos lugares é a primeira coisa que se reza ao sentar. Na liturgia, aparece ligada a Pentecostes. Na preparação para a Crisma, é a oração que a turma costuma rezar em todo encontro.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2670-2672
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1285-1314 (o sacramento da Confirmação) (citação aproximada, a conferir)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Domingo de Pentecostes / Missas do Espírito Santo (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Sl 103(104),30 (citação aproximada, a conferir)
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Ato de Contrição
Devoção
Texto Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de todos os meus pecados, e os detesto, porque, pecando, não só mereci as penas por vós justamente estabelecidas, mas principalmente porque vos ofendi, a vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com o auxílio da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecado. Senhor, tende piedade de mim, pecador. Amém.
O que significa É a oração em que a pessoa reconhece o que fez de errado, se arrepende e diz que quer mudar. Na confissão, o padre costuma pedir que você a reze depois de contar os pecados, antes da absolvição — e é absolutamente normal precisar ler num papel ou no cartãozinho da igreja. Ninguém é reprovado por não saber de cor. O arrependimento de que ela fala tem dois níveis, e é honesto dizer: arrepender-se por medo das consequências já vale, mas o que a oração busca é o arrependimento por ter ofendido alguém que se ama. O nome técnico dessa diferença é contrição perfeita e imperfeita (ou "atrição").
Quando: No sacramento da Confissão (Penitência), depois de dizer os pecados e antes da absolvição. Também no exame de consciência da noite e em celebrações penitenciais, que são comuns na Quaresma e no Advento e às quais a turma de Crisma costuma ser levada.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1451-1454
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1422-1470 (o sacramento da Penitência) (citação aproximada, a conferir)
- Ritual da Penitência (edição brasileira, CNBB), Fórmulas de contrição do penitente (citação aproximada, a conferir)
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Santo Anjo
Devoção
Texto Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.
O que significa É uma oração curta, quase sempre a primeira que um católico brasileiro aprende — muita gente a reza desde criança, antes de dormir. Ela pede a proteção do anjo da guarda: a crença de que Deus acompanha cada pessoa também por meio de um anjo. Se isso soar infantil, vale saber que a Igreja trata os anjos como parte séria da fé, não como folclore — mas também que esta é uma devoção, não uma obrigação. Você pode rezá-la ou não; nada na sua Crisma depende disso.
Quando: Antes de dormir, ao sair de casa, em viagens, com crianças. Aparece pouco na liturgia e muito na oração doméstica; é a oração que avós e padrinhos ensinam.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 328-336
- Catecismo da Igreja Católica, § 336 (o anjo da guarda)
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Angelus
Devoção
Texto V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria. R. E ela concebeu do Espírito Santo. Ave-Maria... (registro `ave_maria`) V. Eis aqui a serva do Senhor. R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra. Ave-Maria... V. E o Verbo se fez carne. R. E habitou entre nós. Ave-Maria... V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O que significa O Angelus é uma oração curta rezada três vezes por dia — de manhã, ao meio-dia e de tarde — em torno de uma única cena: o anjo anuncia a Maria que ela será mãe de Jesus, e ela aceita. Em muitas cidades o sino da igreja ainda toca no horário para marcar isso. O que ele faz, na prática, é cortar o dia ao meio com uma lembrança: Deus entrou na história por meio de um "sim" dito por uma pessoa concreta. É rezado em versículo e resposta — alguém puxa, o grupo responde —, com uma Ave-Maria depois de cada parte.
Quando: Às 6h, 12h e 18h, quando se reza. Um iniciante o encontra sobretudo ao meio-dia em paróquias, colégios católicos, retiros e encontros de grupo — é comum que a reunião pare para rezá-lo. Também é a oração que o Papa reza com o povo aos domingos ao meio-dia. No tempo pascal, o Angelus dá lugar ao Regina Caeli (registro `regina_caeli`).
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,26-38
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Jo 1,14
- Paulo VI — Marialis Cultus, n. 41 (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2673-2679 (citação aproximada, a conferir)
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Terço (como se reza)
Devoção
Texto Não é um texto único: o terço é uma sequência. Os passos estão no campo "passos" deste registro, e os textos das orações usadas estão nos registros `sinal_da_cruz`, `credo_apostolico`, `pai_nosso`, `ave_maria`, `gloria_ao_pai`, `oracao_de_fatima` e `salve_rainha`. OS MISTÉRIOS, POR DIA DA SEMANA Gozosos — segunda-feira e sábado: 1. A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora 2. A Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel 3. O Nascimento de Jesus em Belém 4. A Apresentação do Menino Jesus no Templo 5. O reencontro do Menino Jesus no Templo, entre os doutores Luminosos — quinta-feira: 1. O Batismo de Jesus no rio Jordão 2. A autorrevelação de Jesus nas bodas de Caná 3. O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão 4. A Transfiguração de Jesus 5. A instituição da Eucaristia Dolorosos — terça-feira e sexta-feira: 1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras 2. A flagelação de Jesus atado à coluna 3. A coroação de espinhos 4. Jesus carrega a cruz até o Calvário 5. A crucifixão e morte de Jesus Gloriosos — quarta-feira e domingo: 1. A ressurreição de Jesus 2. A ascensão de Jesus ao céu 3. A descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos 4. A assunção de Nossa Senhora ao céu 5. A coroação de Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra
O que significa O terço é uma sequência de orações já conhecidas — Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória — contadas nas contas do cordão, enquanto se pensa em cenas da vida de Jesus e de Maria, chamadas "mistérios". A repetição não é para acumular pedidos: é para segurar a atenção num lugar só, como um ritmo. Quem conduz costuma anunciar o mistério em voz alta antes de cada dezena. Se é a sua primeira vez num grupo de terço, você não precisa saber nada: segure o terço, acompanhe a segunda metade da Ave-Maria (que o grupo responde) e deixe as contas correrem. Terço (cinco dezenas) e rosário (quinze ou vinte dezenas, os mistérios todos) não são a mesma coisa, mas no Brasil quase todo mundo diz "terço".
Quando: Em grupos de terço na paróquia (muitos rezam antes da Missa da semana), no mês de maio e em outubro, em velórios e em novenas, e sozinho — no carro, na fila, caminhando. É a devoção que você mais vai ver na comunidade, e a que mais rende convite: "vem rezar o terço com a gente".
- Catecismo da Igreja Católica, § 971 (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 2678 (citação aproximada, a conferir)
- João Paulo II — Rosarium Virginis Mariae, nn. 19-21 (os mistérios luminosos) e n. 38 (a distribuição pelos dias) (citação aproximada, a conferir)
- Paulo VI — Marialis Cultus, nn. 42-55 (citação aproximada, a conferir)
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o rosário (citação aproximada, a conferir)
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Oração de Fátima ("Ó meu Jesus")
Devoção
Texto Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.
O que significa É a oração curta que muitos grupos rezam depois do Glória, no fim de cada dezena do terço. Ela nasceu da devoção ligada às aparições de Fátima, em Portugal, e entrou no terço brasileiro por costume — não por norma litúrgica. Se você rezar o terço com um grupo e ouvir uma frase a mais depois do Glória que não estava na sua folha, é esta. Ela pede duas coisas: perdão para quem reza e socorro para os outros — "as que mais precisarem". Vale reparar que o terço, aqui, deixa de ser sobre quem reza. É um acréscimo devocional: rezar o terço sem ela não deixa o terço incompleto, e nenhum grupo vai cobrar.
Quando: No terço, logo depois do Glória ao Pai que fecha cada dezena (passo 10 do registro `terco`). Fora do terço quase não aparece. É quase universal nos grupos brasileiros, mas é opcional: há paróquias e livrinhos que não a incluem.
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o rosário e os acréscimos devocionais (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Regina Caeli (Rainha do Céu)
Devoção
Texto V. Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! R. Porque aquele que merecestes trazer em vosso seio, aleluia! V. Ressuscitou como disse, aleluia! R. Rogai por nós a Deus, aleluia! V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia! R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia! Oremos: Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, concedei-nos, nós vos pedimos, que, por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O que significa Do Domingo de Páscoa até Pentecostes, o Angelus some e esta oração toma o lugar dele. A troca não é detalhe de calendário: o Angelus contempla o começo (o anjo anuncia, Maria aceita) e o Regina Caeli contempla o fim (aquele Filho ressuscitou). Por isso a palavra que se repete aqui é "aleluia" — quatro vezes em quatro linhas. Se você entrar num grupo depois da Páscoa e a oração do meio-dia tiver mudado, é isto que aconteceu; ninguém vai avisar. O nome é latim e quer dizer "Rainha do céu" — em muitas paróquias é cantada, às vezes em latim mesmo.
Quando: No tempo pascal — do Domingo de Páscoa a Pentecostes —, nos mesmos horários do Angelus (manhã, meio-dia e fim de tarde) e no fim das Completas. É também a oração que o Papa reza com o povo aos domingos ao meio-dia nesse tempo. Fora do tempo pascal, volta o Angelus (registro `angelus`).
- Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Antífona final de Nossa Senhora no tempo pascal, nas Completas (citação aproximada, a conferir)
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o Angelus e o Regina Caeli (citação aproximada, a conferir)
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Bênção da mesa
Devoção
Texto Abençoai-nos, Senhor, e a estes alimentos que pela vossa bondade vamos receber. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O que significa É a oração curta que se reza antes de comer, de mãos juntas ou de mãos dadas, quase sempre precedida do sinal da cruz. Ela não abençoa a comida como se ela precisasse de conserto: agradece, e pede que quem come lembre de quem não tem. É a oração mais fácil de retomar quando alguém volta à prática da fé, porque cabe em dez segundos e não exige reunião nenhuma. Em muitas famílias brasileiras quem reza é a pessoa mais velha à mesa; em outras, quem convidou. Se você estiver na casa de alguém e a família rezar, basta acompanhar o sinal da cruz e responder "Amém".
Quando: Antes das refeições, em casa, em encontros de grupo, em retiros e em almoços de paróquia. Também aparece, mais curta, no fim ("ação de graças"). É o uso doméstico citado no registro `sinal_da_cruz`.
texto ainda não conferido
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Oração a São Miguel Arcanjo
Devoção
Texto São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pelo poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Amém.
O que significa É uma oração de proteção, rezada em muitas paróquias no fim do terço ou depois da Missa. A linguagem é de batalha — "defendei-nos no combate" — e isso costuma estranhar quem chega: ela vem do século XIX e fala do mal como algo real, contra o qual se pede socorro, não como figura de linguagem. É devoção, não liturgia, e é opcional. Você vai encontrá-la sobretudo em grupos de terço, em novenas e em paróquias que a rezam por costume; em muitas outras ela nunca aparece. Nada na preparação para a Crisma depende dela.
Quando: No fim do terço, em algumas paróquias (passo 13 do registro `terco`), depois da Missa em comunidades que mantêm o costume, e na oração pessoal de quem tem essa devoção. É costume local: muda de igreja para igreja.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 328-336 (os anjos na vida da Igreja) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Atos de fé, esperança e caridade
Devoção
Texto ATO DE FÉ Meu Deus, eu creio firmemente em tudo o que a santa Igreja Católica crê e ensina, porque vós, ó Deus, sois a própria Verdade, que nem se engana nem nos pode enganar. ATO DE ESPERANÇA Meu Deus, eu espero, com firme confiança, que me haveis de dar, pelos merecimentos de Jesus Cristo, a vossa graça neste mundo e a glória eterna no outro, porque vós o prometestes e sois fiel nas vossas promessas. ATO DE CARIDADE Meu Deus, eu vos amo de todo o coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado; e, por amor de vós, amo o meu próximo como a mim mesmo e perdoo a quem me tem ofendido.
O que significa São três orações curtas que andam juntas, uma para cada uma das virtudes que a fé católica chama de "teologais": crer, esperar e amar. Cada uma diz a mesma coisa em três tempos — o que se faz, e por quê. Repare que o motivo nunca é o próprio sentimento: crê-se porque Deus é verdadeiro, espera-se porque ele prometeu, ama-se porque ele é digno de ser amado. Elas aparecem onde menos se espera: no terço, quando o grupo reza as três Ave-Marias do começo pedindo fé, esperança e caridade; no exame de consciência; e na preparação para a confissão. São devoção, não texto litúrgico — e não é preciso saber de cor.
Quando: Nas três Ave-Marias que abrem o terço (passo 4 do registro `terco`), quando o grupo as reza explicitamente. Também na oração da manhã e da noite, no exame de consciência e antes da confissão — em muitos livrinhos brasileiros eles vêm impressos logo ao lado do Ato de Contrição (registro `ato_de_contricao`).
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1812-1829 (as virtudes teologais) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2086-2094 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Magnificat (o cântico de Maria)
Devoção
Texto A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. De agora em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, e santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Agiu com a força do seu braço, dispersou os soberbos de coração, derrubou os poderosos de seus tronos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se da sua misericórdia, como prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e sua descendência, para sempre.
O que significa O Magnificat não é uma oração que a Igreja compôs: é a resposta que Maria dá quando Isabel a saúda, no Evangelho de Lucas. É o texto mais longo que a Bíblia põe na boca dela — e é, de longe, o mais político: fala de derrubar poderosos, de encher de bens os famintos e de despedir os ricos de mãos vazias. Quem só conhece a devoção mariana pelas imagens doces costuma levar um susto aqui, e vale levar: a mulher que a Igreja chama de Rainha começa dizendo que Deus "olhou para a humildade de sua serva". É rezado todo dia nas Vésperas (a oração da tarde da Igreja) e é muito cantado em grupos e pastorais.
Quando: Todos os dias nas Vésperas, a oração da tarde da Liturgia das Horas — é o ponto alto dela. Também na festa da Visitação, em novenas marianas, em encontros de pastoral e cantado em muitas melodias diferentes. Um iniciante costuma encontrá-lo primeiro cantado, sem saber que é a Bíblia.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,46-55
- Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Cântico evangélico das Vésperas (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2619 e 2675 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Ladainha de Nossa Senhora (o que é)
Devoção
Texto Este registro descreve a ladainha; não traz o texto dela. O texto completo está nos livrinhos de oração da paróquia e nas edições brasileiras do terço, e o enquadramento do costume está no Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino, 2001), citado nas fontes deste registro. Como se reza, na prática: quem conduz diz cada invocação ("Mãe da Igreja", "Virgem prudentíssima"...), e todos respondem "Rogai por nós". Nas invocações iniciais a Cristo, a resposta é "Tende piedade de nós". No fim, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, ou a oração que o grupo usar.
O que significa Ladainha é um formato, não um texto: alguém puxa uma série longa de invocações, uma por linha, e o grupo responde sempre a mesma coisa. Na Ladainha de Nossa Senhora — também chamada Ladainha de Loreto — as invocações são títulos de Maria ("Mãe do bom conselho", "Torre de marfim", "Causa da nossa alegria") e a resposta do povo é "Rogai por nós" a cada um. No fim, entram as invocações a Cristo e uma oração conclusiva. A primeira vez impressiona pelo tamanho e pela estranheza dos títulos, que vêm em grande parte de imagens do Antigo Testamento. Duas coisas ajudam: você não precisa saber nenhum deles — a sua parte é só o "Rogai por nós", que se repete; e ela é costume local, rezada no fim do terço em algumas paróquias e nunca em outras. Este material NÃO reproduz o texto da ladainha, por duas razões: a lista de invocações muda entre edições (e ganhou acréscimos recentes) e não há aqui uma edição brasileira conferida de onde copiá-la. Peça o livrinho na secretaria da paróquia, ou acompanhe pelo folheto do grupo — é assim que todo mundo faz.
Quando: No fim do terço, em paróquias e grupos que mantêm o costume (passo 13 do registro `terco`), no mês de maio e em novenas marianas. Muitas comunidades nunca a rezam — é costume do lugar, não parte do terço.
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre as ladainhas marianas (citação aproximada, a conferir)
- Paulo VI — Marialis Cultus, Sobre as formas da piedade mariana (citação aproximada, a conferir)
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Crisma
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Deus criador e a Trindade: um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo
Doutrina
O que significa A primeira coisa que o Credo diz não é uma regra, é um nome: "Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra". Os cristãos professam um só Deus — nisso estão com os judeus e com os muçulmanos — e dizem que tudo o que existe existe porque ele quis, não por acidente nem por necessidade. Criar, na linguagem da fé, não é fabricar uma máquina e sair de perto: é sustentar no ser, agora, o que sem ele não continuaria. A segunda coisa é a mais própria dos cristãos e a mais difícil de dizer: esse único Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três deuses, nem três máscaras do mesmo — são três pessoas distintas numa só natureza divina. A palavra técnica é Trindade, e ela não foi inventada para complicar: foi a maneira que a Igreja achou de não perder nenhuma das coisas que o Novo Testamento afirma ao mesmo tempo (o Pai envia, o Filho é Deus e é enviado, o Espírito é Deus e é dado). Ninguém "entende" a Trindade como se entende uma conta; ela se professa, e se reza — todo sinal da cruz é uma profissão trinitária.
Quando: É o primeiro artigo do Credo, rezado todo domingo, e o primeiro tema de qualquer catequese. Volta com força na solenidade da Santíssima Trindade, no domingo seguinte a Pentecostes.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 232-267 (a fé no Deus uno e trino) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 279-324 (Deus criador) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Gênesis 1,1-2,4; Mateus 28,19; João 1,1-18
texto ainda não conferido
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Quem é Jesus Cristo: encarnação, paixão e ressurreição
Doutrina
O que significa No centro da fé cristã não há uma doutrina, há uma pessoa. A Igreja professa que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus que se fez homem: verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido de Maria, que viveu num tempo e num lugar concretos. O nome técnico disso é encarnação — Deus não mandou um recado, veio ele mesmo, com corpo, fome, amigos e medo. O fio da vida dele termina e recomeça em três dias que a liturgia chama de mistério pascal: a paixão e a morte na cruz, a sepultura, e a ressurreição ao terceiro dia. A pregação mais antiga que conhecemos não é "Jesus ensinou coisas bonitas", é "este Jesus, que vocês crucificaram, Deus ressuscitou" (Atos 2,32; 1Cor 15,3-5). Tudo o mais na fé católica depende disso: se a ressurreição não aconteceu, diz São Paulo sem meias palavras, a fé é vazia. É por isso que a Missa de todo domingo é memória da Páscoa, que o Tríduo Pascal é o ápice do ano, e que o Batismo é descrito como morrer e ressuscitar com Cristo. A Crisma não é um assunto ao lado disso: é o Espírito do Ressuscitado que é dado a você.
Quando: É o centro do Credo e o coração de toda a catequese. Na liturgia, atravessa o ano inteiro e culmina no Tríduo Pascal (Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa, Vigília Pascal).
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 422-483 (creio em Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 571-658 (o mistério pascal: paixão, morte e ressurreição) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Filipenses 2,6-11; 1Coríntios 15,3-8; Atos 2,22-36; João 1,14
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, n. 5-6 (a obra da salvação realizada no mistério pascal) (citação aproximada, a conferir)
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Quem é o Espírito Santo (e o que aconteceu em Pentecostes)
Doutrina
O que significa O Espírito Santo não é uma energia, um clima bom nem um símbolo: a fé católica diz que é Deus, a terceira pessoa da Trindade, junto do Pai e do Filho. É o mesmo Espírito que, segundo os Evangelhos, desce sobre Jesus no batismo e que Jesus promete deixar com os discípulos quando se despede deles. Quando a Igreja fala em "receber o Espírito", não fala de receber uma coisa, mas de entrar numa relação com Alguém. Pentecostes é a cena que o Novo Testamento conta cinquenta dias depois da Páscoa: os discípulos estavam trancados com medo e, depois de uma experiência descrita como vento e línguas de fogo, saem falando abertamente da ressurreição (Atos 2). É por isso que a Crisma é sempre explicada olhando para essa cena: o efeito do Espírito, ali, foi tirar gente assustada de dentro de casa. O nome técnico dessa cena na liturgia é Pentecostes, e a festa é celebrada cinquenta dias depois da Páscoa.
Quando: Costuma ser o primeiro ou um dos primeiros encontros da catequese de Crisma, porque é o tema que dá nome ao sacramento. Na liturgia, volta todo ano na festa de Pentecostes.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 683-747 ("Creio no Espírito Santo") (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 731-732 (Pentecostes) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Atos dos Apóstolos 2,1-13; João 14,15-17.26
texto ainda não conferido
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Os sete dons e os doze frutos do Espírito Santo
Doutrina
O que significa A tradição católica fala em sete dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. A lista vem de Isaías 11,2-3 e não é uma lista de superpoderes: é a maneira de dizer que o Espírito age em partes bem concretas da vida — o que você entende, o que você decide, o que você aguenta, como você reza, o respeito que você tem diante de Deus. Os frutos são o outro lado: não o que Deus dá, mas o que aparece na vida de quem se deixa conduzir. A tradição latina lista doze, a partir de Gálatas 5,22-23: caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade (benignidade), bondade, benevolência, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade. Vale saber que a lista bíblica em grego traz nove; os doze vêm da tradução latina antiga, e as duas contagens circulam. Os termos técnicos são "dons" (o que o Espírito dá) e "frutos" (o que se colhe depois).
Quando: Encontro clássico da preparação para a Crisma, normalmente logo depois do tema do Espírito Santo. A oração de imposição das mãos, na celebração, pede esses dons em voz alta.
- Catecismo da Igreja Católica, § 1831 (os sete dons) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1832 (os doze frutos) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Isaías 11,2-3; Gálatas 5,22-23
texto ainda não conferido
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O que é a Crisma (Confirmação): selo, não formatura
Doutrina
O que significa Crisma é o sacramento em que o batizado recebe, por um gesto da Igreja, o dom do Espírito Santo de modo pleno e definitivo. A Igreja ensina que ela imprime um "caráter", uma marca que não se apaga — por isso a Crisma, como o Batismo, é recebida uma vez só na vida. A palavra que a liturgia usa para isso é "selo": o selo do dom do Espírito Santo. É comum ouvir que a Crisma é a "formatura da catequese" ou o sacramento de quem "assume a fé porque agora é adulto". Essa segunda parte tem um fundo verdadeiro — você professa a fé com a sua própria boca —, mas a primeira não: não é diploma, não é fim de curso e não é prêmio por frequência. A palavra técnica é Confirmação, porque confirma e leva adiante o que começou no Batismo.
Quando: Tema central de toda a caminhada; costuma aparecer cedo e voltar perto da celebração.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1285-1321 (O sacramento da Confirmação) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1302-1305 (efeitos e caráter) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1304 (o caráter da Confirmação) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, n. 11 (os confirmados são vinculados mais perfeitamente à Igreja) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Iniciação cristã: três sacramentos, um só caminho
Doutrina
O que significa A Igreja chama três sacramentos de "sacramentos da iniciação cristã": Batismo, Confirmação (Crisma) e Eucaristia. Não são três eventos soltos: o Batismo faz nascer para a vida cristã, a Crisma fortalece e sela esse nascimento com o dom do Espírito, e a Eucaristia alimenta — e continua alimentando pelo resto da vida. Essa é a ordem teológica dos três sacramentos, a usada com adultos não batizados na Vigília Pascal; a ORDEM EM QUE CADA UM É RECEBIDO na prática pastoral pode ser outra (veja as variantes). Por isso a Crisma nunca é explicada sozinha: ela só faz sentido como continuação do Batismo. Na prática brasileira, quem foi batizado bebê costuma receber esses três sacramentos em momentos separados — e a ordem mais comum hoje é Batismo, depois Primeira Eucaristia, e só depois a Crisma (o inverso da ordem teológica acima); é essa a ordem que os outros registros deste arquivo chamam de "ordem habitual no Brasil". Já um adulto não batizado recebe os três na mesma celebração, normalmente na Vigília Pascal, na ordem teológica. O nome do processo que prepara para isso, nos documentos da CNBB, é Iniciação à Vida Cristã — um caminho de inspiração catecumenal, ou seja, inspirado no modo como a Igreja antiga preparava os candidatos.
Quando: Aparece quando o grupo pergunta "por que eu preciso disso se já fui batizado?". Também organiza o calendário: adultos não batizados costumam ser encaminhados para a Vigília Pascal.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1212-1213 (sacramentos da iniciação cristã) (citação aproximada, a conferir)
- Iniciação à vida cristã — itinerário para formar discípulos missionários (CNBB, Doc. 107), Iniciação à Vida Cristã: um processo de inspiração catecumenal (Documento da CNBB) (citação aproximada, a conferir)
- Iniciação à vida cristã — itinerário para formar discípulos missionários (CNBB, Doc. 107), Itinerário Catequético — Iniciação à Vida Cristã (os quatro itinerários: crianças, adolescentes, adultos batizados e adultos não batizados) (citação aproximada, a conferir)
- Diretório Nacional de Catequese (CNBB, Doc. 84), texto integral (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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O bispo e o santo crisma: por que é ele e o que é esse óleo
Doutrina
O que significa O ministro próprio da Confirmação é o bispo. A razão que a Igreja dá não é hierarquia por hierarquia: é que o bispo é o sinal visível da ligação daquela comunidade com a Igreja inteira e com os apóstolos. Em casos previstos, um padre pode confirmar (por exemplo, quando batiza um adulto, ou por delegação) — mas a celebração comum de Crisma na sua paróquia será com o bispo. O santo crisma é azeite perfumado com bálsamo, consagrado pelo bispo uma vez por ano, na Missa do Crisma, na Semana Santa, com todo o clero da diocese. Depois é distribuído às paróquias. O mesmo óleo é usado no Batismo, na Crisma e na Ordenação — é o que liga esses três gestos entre si. Os termos técnicos são "santo crisma" (o óleo) e "crismação" ou unção (o gesto).
Quando: Perto da celebração, quando o grupo começa a perguntar quem vai crismar e como é. A Missa do Crisma acontece na Semana Santa, na catedral.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1289-1297 (o crisma e sua consagração) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1312-1314 (o ministro da Confirmação) (citação aproximada, a conferir)
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Observações preliminares (Praenotanda) (citação aproximada, a conferir)
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 882 e 884 (ministro da Confirmação; faculdade concedida a presbíteros) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Padrinho e madrinha de Crisma: para que servem e quem pode ser
Doutrina
O que significa O padrinho ou a madrinha não é um convidado de honra nem um parente que se homenageia: é alguém que se compromete a ajudar o crismado a viver o que recebeu — alguém que você possa procurar depois. A Igreja recomenda que seja, de preferência, a mesma pessoa que foi padrinho ou madrinha do seu Batismo, justamente para mostrar que Batismo e Crisma são um só caminho. O direito da Igreja aplica ao padrinho de Crisma as mesmas condições do padrinho de Batismo (cân. 893 §1, que remete ao cân. 874 §1): ter ao menos 16 anos, ser católico já crismado e que já tenha recebido a Eucaristia, levar uma vida coerente com a fé e não estar impedido por pena canônica. Esta lista segue a leitura mais comum do cân. 893 §1 e do cân. 874 §1, mas a numeração ainda não foi conferida no texto oficial do CIC/1983 (veja notas_revisao) — trate-a como um roteiro para conversar com o catequista, não como a última palavra sobre quem pode ser seu padrinho ou madrinha. Na Crisma se escolhe um padrinho OU uma madrinha (não o casal). Atenção: muita coisa que se ouve na porta da igreja é norma da diocese ou costume da paróquia, não regra universal, e cada diocese pode pedir documentos ou encontros próprios — leve o nome que você pensou ao catequista antes de convidar a pessoa.
Quando: Costuma ser pedido alguns meses antes da celebração, junto com os documentos. Algumas paróquias fazem um encontro só com padrinhos e madrinhas.
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 893 §1 e cân. 874 §1 (condições do padrinho); cân. 892 (a função do padrinho) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1309-1311 (preparação e padrinho) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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O Credo: dizer em voz alta no que a gente crê
Doutrina
O que significa O Credo é o resumo da fé cristã, formulado nos primeiros séculos para que a Igreja inteira pudesse dizer a mesma coisa com as mesmas palavras. Ele é curto de propósito: cabe na memória e pode ser dito em voz alta por uma assembleia inteira, o que é exatamente o ponto — a fé cristã não é uma opinião privada que cada um tem em silêncio. Na Missa aos domingos se reza o Credo. Na Crisma, em vez de recitá-lo corrido, o bispo faz perguntas sobre a fé e você responde "Creio" — é a mesma fé, em forma de diálogo (o texto exato das perguntas do bispo não está reproduzido aqui; veja "Rito da Crisma 3: a renovação das promessas batismais"). Os nomes técnicos das duas formas são Símbolo dos Apóstolos (o mais curto, usado na renovação das promessas batismais) e Símbolo Niceno-Constantinopolitano (o mais longo, dos domingos e solenidades).
Quando: Rezado na Missa dominical, depois da homilia. Na celebração da Crisma, entra em forma de perguntas na renovação das promessas batismais.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 185-197 (os Símbolos da fé) (citação aproximada, a conferir)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), 3ª edição típica brasileira (CNBB, 2023), Ordinário da Missa — Profissão de fé
texto ainda não conferido
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A Igreja: una, santa, católica e apostólica
Doutrina
O que significa Quando o Credo diz "creio na Igreja una, santa, católica e apostólica", está dizendo quatro coisas: que ela é uma só apesar das diferenças entre países, ritos e comunidades; que é santa não porque seus membros sejam melhores que os outros, mas porque quem a sustenta é Deus; que é católica, palavra grega que significa "universal", aberta a todos os povos; e que é apostólica, ou seja, que a sua fé e o seu ministério vêm, por uma linha contínua, dos apóstolos. Para quem está chegando agora, o mais útil talvez seja isto: a Igreja não é o prédio nem só o clero. É o conjunto dos batizados, e você passa a ser parte dela, não visitante. Os nomes técnicos dessas quatro características são as "notas" ou "marcas" da Igreja.
Quando: Rezado todo domingo no Credo. Na catequese, costuma vir junto com o tema da comunidade e das pastorais.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 811-870 (as quatro características da Igreja) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, n. 8; cap. I-II (o mistério da Igreja; o Povo de Deus) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Os sete sacramentos, em visão geral
Doutrina
O que significa São sete: Batismo, Confirmação (Crisma), Eucaristia, Penitência (Confissão), Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. Essa é a ordem teológica dos três primeiros; a ordem em que cada um é recebido na prática varia (veja "Iniciação cristã: três sacramentos, um só caminho"). A Igreja os agrupa em três: os da iniciação cristã (os três primeiros), os de cura (Confissão e Unção dos Enfermos) e os a serviço da comunhão (Ordem e Matrimônio). Sacramento, na definição clássica, é um sinal visível de uma graça invisível — água, óleo, pão, palavras, mãos: coisas que se veem, para dizer algo que não se vê. Para um adulto que está chegando, o ponto prático é que os sacramentos acompanham a vida inteira, do nascimento à doença, e não são só ritos de passagem. Três deles — Batismo, Crisma e Ordem — são recebidos uma vez só.
Quando: Encontro panorâmico, normalmente no meio da caminhada, antes de aprofundar Eucaristia e Reconciliação.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1210-1211 (os sete sacramentos e seus grupos) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1131 (definição de sacramento) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Eucaristia e domingo: o centro da vida cristã
Doutrina
O que significa A Igreja chama a Eucaristia de fonte e ápice da vida cristã: tudo parte dela e tudo converge para ela. A fé católica professa que, na Missa, o pão e o vinho se tornam verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo — não um símbolo distante, mas presença real; o termo técnico para essa mudança é transubstanciação, e o que muda é a substância, não o que os olhos veem. O domingo é o dia em que a comunidade se reúne para isso, porque é o dia da ressurreição — por isso se chama "dia do Senhor". O direito da Igreja diz que os fiéis são obrigados a participar da Missa aos domingos e festas de preceito (cân. 1247), e que satisfaz essa participação quem assiste à Missa do próprio dia ou à da tarde/noite do dia anterior (cân. 1248 §1). O que conta como motivo grave para não ir, e se o seu caso se enquadra nisso, não é algo que este site decida — converse com o padre da sua paróquia. A única regra objetiva que você mesmo resolve antes de comungar é o jejum eucarístico: uma hora de jejum de alimento e bebida antes da comunhão, sendo que água e remédios não o quebram, e ele não obriga as pessoas idosas, as doentes e quem cuida delas (cân. 919). Tudo o mais sobre a sua situação concreta se conversa na paróquia, não se resolve num site.
Quando: Todo domingo e nas solenidades. Na catequese, costuma vir acompanhado de um encontro sobre as partes da Missa.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1322-1327 (a Eucaristia, fonte e ápice) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1373-1377 (presença real e transubstanciação) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2177-2182 (o domingo e a participação na Missa) (citação aproximada, a conferir)
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 1247 e 1248 §1 (participação dominical); cân. 919 (jejum eucarístico) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio de Trento — Sessão XIII, Decreto sobre a Eucaristia, Sessão XIII, cap. 4 (transubstanciação) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, n. 10 (a liturgia, cume e fonte)
texto ainda não conferido
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As duas partes da Missa: a Palavra e a Eucaristia
Doutrina
O que significa A Missa tem dois blocos grandes, e saber disso já resolve metade da sensação de estar perdido. Primeiro vem a Liturgia da Palavra: as leituras, o salmo, o Evangelho, a homilia, o Credo e as preces. Depois vem a Liturgia Eucarística: as oferendas, a grande oração de ação de graças (a Oração Eucarística), o Pai-Nosso e a comunhão. Antes das duas há um começo curto (os ritos iniciais) e, no fim, uma despedida curta (os ritos finais). A Igreja insiste que as duas partes formam um só ato de culto: não são "a parte de ouvir" e "a parte importante". A imagem clássica é a de duas mesas — a mesa da Palavra e a mesa do Pão — das quais a assembleia é alimentada na mesma refeição. Na prática, isso muda como você chega: chegar depois das leituras não é chegar "quase na hora certa".
Quando: Toda Missa, todo domingo. Na catequese, costuma ser o encontro que vem junto do tema da Eucaristia.
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, n. 56 (as duas partes formam um só ato de culto); n. 51 (a mesa da Palavra)
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 28 e 55-56 (estrutura da Missa; a Liturgia da Palavra) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1346-1347 (o desenrolar da celebração) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Participar de verdade: o que a Igreja pede de quem está no banco
Doutrina
O que significa O Concílio Vaticano II pediu que todos os fiéis fossem levados àquela participação plena, consciente e ativa na liturgia que a própria natureza da celebração exige e à qual o povo cristão tem direito e dever por força do Batismo (Sacrosanctum Concilium, n. 14). Essa frase é a razão pela qual a assembleia responde, canta, fica de pé, se senta, faz silêncio — não é animação, é o corpo inteiro da Igreja celebrando. Participar ativamente não quer dizer ter uma função no altar nem saber tudo de cor. Quer dizer estar ali de verdade: acompanhar as leituras, responder o que você já sabe responder, cantar quando conseguir, e habitar o silêncio quando ele vier — o silêncio depois da homilia e depois da comunhão faz parte do rito, não é uma pausa técnica. Para quem está chegando agora, o conselho prático dos catequistas costuma ser modesto: nas primeiras vezes, só acompanhe; as respostas entram sozinhas pela repetição.
Quando: Toda Missa. Na catequese, costuma aparecer quando alguém diz que se sente um estranho no meio da celebração.
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, n. 14 (participação plena, consciente e ativa); nn. 26-30
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 42-45 (gestos, posturas e silêncio sagrado) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1141 (a assembleia celebrante) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Pecado e graça: mortal e venial, matéria grave, estado de graça
Doutrina
O que significa Três palavras aparecem o tempo todo na catequese e quase nunca são explicadas. Graça é o primeiro: não é uma coisa que Deus dá, é a própria vida de Deus partilhada com a gente — a graça santificante é essa vida recebida no Batismo, e "estar em estado de graça" quer dizer estar nessa relação, não ter passado num teste de comportamento. Pecado é o que rompe ou fere essa relação. A Igreja distingue pecado mortal e pecado venial. Para que um pecado seja mortal, o Catecismo exige três condições ao mesmo tempo (§ 1857): matéria grave — o assunto é sério em si mesmo, tipicamente o que os Dez Mandamentos protegem —, pleno conhecimento de que é grave, e consentimento deliberado. Faltando uma delas, o pecado é venial: fere a relação, não a corta. Isso não é uma brecha jurídica; é a Igreja dizendo que ninguém perde a amizade de Deus por distração, por pressão insuportável ou sem saber o que fazia. O caminho de volta do pecado mortal é o sacramento da Reconciliação; o do venial passa também pela oração, pela caridade e pela própria Eucaristia. E aqui vale a regra que este site repete: avaliar se um ato concreto da sua vida foi ou não pecado mortal não é assunto de página na internet nem de autoavaliação — é conversa com o padre, e é exatamente para isso que a confissão existe.
Quando: Vocabulário usado em quase todo encontro; costuma ser explicado junto do tema da Reconciliação, antes da confissão que a maioria das paróquias oferece antes da Crisma.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1846-1876 (a misericórdia e o pecado; mortal e venial) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1857 (as três condições do pecado mortal) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1996-2005 (a graça: santificante, atual, os dons) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, 1João 5,16-17; Romanos 5,1-11
texto ainda não conferido
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Reconciliação: a confissão e o exame de consciência
Doutrina
O que significa Confissão, na prática, é uma conversa curta com o padre em que você diz o que pesa, ouve uma palavra e recebe o perdão de Deus pela Igreja. O sigilo sacramental é inviolável: o cân. 983 §1 proíbe o confessor de trair o penitente por palavra ou por qualquer outro modo e por qualquer motivo, e o direito prevê pena canônica para quem o viola. Não existe pergunta de investigação: não é interrogatório, e você não precisa contar detalhes íntimos de nada. O exame de consciência é só a preparação: sentar um pouco antes e olhar honestamente para o período desde a última vez — o que fiz, o que deixei de fazer, com quem fui duro, de que fujo. Muitos roteiros usam os Dez Mandamentos como guia (veja "Os Dez Mandamentos"). Se você não sabe como começar a falar, é absolutamente normal dizer isso ao padre logo na primeira frase: ele conduz. A maioria das paróquias oferece confissão antes da celebração da Crisma — pergunte ao catequista quando será a da sua turma.
Quando: Antes da Crisma é costume comum no Brasil. Fora isso, em horários fixos na paróquia, em mutirões da Quaresma e do Advento, ou marcando com o padre.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1422-1470 (o sacramento da Penitência e da Reconciliação) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1454 (o exame de consciência) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1467 (o sigilo sacramental) (citação aproximada, a conferir)
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 983 §1 (sigilo inviolável); cân. 1386 §1 no texto vigente desde 2021, cân. 1388 §1 na redação anterior (pena) (citação aproximada, a conferir)
- Ritual da Penitência (edição brasileira, CNBB), Observações preliminares (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Os Dez Mandamentos, na fórmula que se decora
Doutrina
O que significa Esta é a lista que as turmas de Crisma costumam pedir de cor, na fórmula catequética curta usada no Brasil: 1. Amar a Deus sobre todas as coisas. 2. Não tomar seu santo nome em vão. 3. Guardar domingos e festas de guarda. 4. Honrar pai e mãe. 5. Não matar. 6. Não pecar contra a castidade. 7. Não roubar. 8. Não levantar falso testemunho. 9. Não desejar a mulher do próximo. 10. Não cobiçar as coisas alheias. Essa fórmula é um resumo. O texto bíblico, bem mais longo, está em Êxodo 20,1-17 e em Deuteronômio 5,6-21, e vale ler uma vez inteiro: os mandamentos chegam depois de Deus dizer quem é e o que fez pelo povo — primeiro a libertação, depois a lei. E há os dois que Jesus chama de maiores, e nos quais, segundo ele, se resumem toda a Lei e os Profetas (Mt 22,34-40): "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" e "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Os dez não são uma lista concorrente desses dois — são a forma concreta deles.
Quando: Encontro da parte moral da catequese, normalmente perto do tema da Reconciliação; é também o roteiro mais usado no exame de consciência.
- Catecismo da Igreja Católica, fórmula catequética do Decálogo (quadro anterior ao § 2052) e §§ 2052-2082 (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 2055 (os dois mandamentos maiores) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Êxodo 20,1-17; Deuteronômio 5,6-21; Mateus 22,34-40
texto ainda não conferido
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Por que dez mandamentos, se Jesus resumiu tudo em dois
Doutrina
O que significa Perguntado sobre qual é o maior mandamento, Jesus responde com dois juntos: amar a Deus de todo o coração e amar o próximo como a si mesmo — e diz que nisso se resumem toda a Lei e os Profetas (Mt 22,34-40). Essa é a chave de leitura de toda a moral cristã: os Dez Mandamentos não valem contra esses dois, eles explicam esses dois. A lista dos dez está no registro "Os Dez Mandamentos". Os três primeiros mandamentos falam da relação com Deus; os outros sete, da relação com as outras pessoas — dos pais ao que se fala do próximo. Não são dez proibições soltas: são o desenho de uma vida em que ninguém é usado. Vale notar que a numeração católica e luterana difere da usada por ortodoxos e pela maioria das igrejas protestantes: o conteúdo é o mesmo, o que muda é onde se corta o texto.
Quando: Encontro da parte moral da catequese, normalmente perto do tema da Reconciliação.
- Catecismo da Igreja Católica, § 2055 (os dois mandamentos maiores) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2052-2082 (o Decálogo — introdução à terceira parte) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mateus 22,34-40; Deuteronômio 6,4-5; Levítico 19,18
texto ainda não conferido
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As obras de misericórdia: a fé que se vê
Doutrina
O que significa A tradição católica lista catorze obras de misericórdia — sete corporais e sete espirituais. As corporais vêm quase literalmente de Mateus 25: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher os peregrinos, visitar os enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos. As espirituais tratam do outro tipo de necessidade: ensinar quem não sabe, dar bom conselho, corrigir quem erra, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas difíceis, rezar pelos vivos e pelos mortos. É a parte da catequese que costuma virar prática: muitas turmas de Crisma fazem uma visita a um asilo, a um hospital ou a uma ação social da paróquia. Não é para encher requisito — é porque a lista de Mateus 25 é, no texto, o critério do juízo final.
Quando: Perto do fim da caminhada, muitas vezes com uma atividade prática organizada pela turma.
- Catecismo da Igreja Católica, § 2447 (as obras de misericórdia) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mateus 25,31-46
- Diretório Nacional de Catequese (CNBB, Doc. 84), dimensão social/missionária da catequese (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Vida de oração e a Palavra de Deus
Doutrina
O que significa Rezar não é achar as palavras certas. A tradição católica descreve a oração como conversa e presença: pedir, agradecer, louvar, pedir perdão — e também ficar em silêncio. Existem as orações que a Igreja inteira reza (o Pai-Nosso, que o próprio Jesus ensinou, a Ave-Maria, o Terço), existe a oração espontânea, com as suas palavras, e existe a leitura orante da Bíblia: ler um trecho devagar, parar no que chamou atenção e responder a Deus a partir dali. Esse último modo tem um nome técnico antigo: lectio divina. A Palavra de Deus não é um livro fechado para especialistas. Para começar, a sugestão mais comum dos catequistas é ler o Evangelho do dia — o mesmo que será lido na Missa — ou um Evangelho inteiro, de ponta a ponta. Comece por Marcos, que é o mais curto. Se o código das citações ("Mt 22,34-40") ainda for um mistério, e se você não souber que Bíblia comprar, veja "Como ler a Bíblia".
Quando: Atravessa toda a caminhada. Muitas turmas começam ou terminam cada encontro com um trecho do Evangelho.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2558-2758 (a oração na vida cristã) e §§ 2759-2865 (o Pai-Nosso) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Dei Verbum, n. 25 (o acesso dos fiéis à Sagrada Escritura) (citação aproximada, a conferir)
- Diretório Nacional de Catequese (CNBB, Doc. 84), catequese e Palavra de Deus (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Como ler a Bíblia (e como decifrar "Mt 22,34-40")
Doutrina
O que significa A Bíblia católica tem 73 livros, divididos em duas partes. O Antigo Testamento (46 livros) é a história da aliança de Deus com Israel: Lei, livros históricos, sapienciais e profetas. O Novo Testamento (27 livros) tem os quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as cartas e o Apocalipse. Sete desses livros do Antigo Testamento — Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida) e Baruc, além de trechos de Ester e de Daniel — são chamados deuterocanônicos e estão nas edições católicas; as edições protestantes não os trazem. É por isso que, na hora de comprar, se pede uma edição católica: é a que tem os mesmos livros e a mesma numeração que o grupo vai usar. Agora o código que aparece no folheto, no telão e nas fontes deste site. Em "Mt 22,34-40": "Mt" é a abreviatura do livro (Mateus); "22" é o capítulo; e "34-40" são os versículos, do 34 ao 40. A vírgula separa capítulo de versículo, o hífen indica um intervalo, o ponto indica versículos salteados (Jo 14,15-17.26 = versículos 15 a 17 e também o 26) e o ponto-e-vírgula separa passagens diferentes. A lista de abreviaturas está nas primeiras páginas da sua Bíblia. Para começar a ler, o conselho mais comum dos catequistas é simples: o Evangelho do dia — o mesmo que será lido na Missa — ou um Evangelho inteiro, de ponta a ponta. Comece por Marcos, que é o mais curto. Ler devagar, parar no que chamou atenção e responder a Deus a partir dali tem nome antigo: lectio divina, ou, no uso brasileiro, leitura orante.
Quando: Atravessa a caminhada inteira. É especialmente útil nas primeiras semanas, quando o folheto da Missa ainda parece um código.
- Concílio Vaticano II — Dei Verbum, nn. 21-25 (a Escritura na vida da Igreja; o acesso dos fiéis) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 101-141 (a Sagrada Escritura) e § 120 (o cânon das Escrituras) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Índice e abreviaturas da edição da CNBB
texto ainda não conferido
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O ano litúrgico: os tempos e as cores
Doutrina
O que significa A Igreja tem um calendário próprio, que começa no primeiro domingo do Advento — em geral no fim de novembro ou começo de dezembro — e não em janeiro. Ele existe para percorrer, ano após ano, a vida de Cristo, e é ele que explica por que numa semana há Glória e noutra não, por que o Aleluia some, por que a toalha do ambão muda de cor. Os tempos são estes: Advento, as quatro semanas de espera antes do Natal; Natal, do Natal até o Batismo do Senhor; Quaresma, os quarenta dias desde a Quarta-feira de Cinzas, tempo de conversão em que não se canta o Glória nem o Aleluia; o Tríduo Pascal, o ápice do ano — Quinta-feira Santa à noite, Sexta-feira Santa, Vigília Pascal; o Tempo Pascal, os cinquenta dias da Páscoa a Pentecostes; e o Tempo Comum, o resto do ano, distribuído em dois blocos, que não é "tempo sem nada" e sim o tempo de caminhar. As cores das vestes dizem em que tempo você está: verde no Tempo Comum; roxo no Advento e na Quaresma; branco no Natal, na Páscoa, nas festas do Senhor, de Maria e dos santos não mártires; vermelho no Domingo de Ramos, na Sexta-feira Santa, em Pentecostes e nas festas dos mártires — e também na Crisma, porque é a cor do Espírito Santo. Há ainda o rosa, opcional, em dois domingos (o terceiro do Advento e o quarto da Quaresma).
Quando: O ano inteiro. Vale consultar quando você notar uma mudança na Missa e não souber de onde veio.
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, nn. 102-111 (o ano litúrgico)
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 345-347 (as cores das vestes litúrgicas) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1163-1173 (o ano litúrgico e o santoral) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Depois da Crisma: missão, vocação e comunidade
Doutrina
O que significa A Crisma não fecha um ciclo, ela abre. A linguagem dos documentos é que o confirmado fica mais estreitamente ligado à Igreja e recebe uma força especial do Espírito Santo para testemunhar a fé (Lumen Gentium, n. 11) — em português comum: para viver e dizer o que crê, no trabalho, em casa, entre amigos, sem precisar virar outra pessoa nem falar difícil. Vocação, aqui, não quer dizer só padre ou religiosa. A palavra cobre o modo concreto como cada um vive o batismo: o casamento, a vida solteira, o trabalho, o cuidado de alguém, um serviço na comunidade. A pergunta prática que os catequistas costumam deixar no fim do curso é simples e não tem resposta pronta: agora que você é parte disso, o que você vai fazer com o domingo seguinte?
Quando: Últimos encontros, e nas semanas seguintes à celebração — o tempo que a catequese chama de mistagogia (aprofundar depois de receber).
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1303-1305 (efeitos da Confirmação, testemunho) e §§ 897-913 (os fiéis leigos) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, n. 11 e cap. IV (os leigos) (citação aproximada, a conferir)
- Iniciação à vida cristã — itinerário para formar discípulos missionários (CNBB, Doc. 107), Itinerário Catequético — etapa mistagógica (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Maria e os santos: por que os católicos rezam com eles
Doutrina
O que significa A fé católica distingue duas coisas que costumam ser confundidas: adoração, que é só de Deus, e veneração, que é o respeito e o afeto dirigidos a Maria e aos santos. Quando um católico pede a intercessão de um santo, ele não está pedindo no lugar de Deus — está pedindo que alguém reze por ele, como você pediria a um amigo. Maria tem lugar único porque é a mãe de Jesus e, na cena da cruz, é dada como mãe ao discípulo. É por isso que existem padroeiros, festas, procissões, imagens. Esse mundo de devoções é uma das coisas que mais estranha quem chega de fora, e a distinção acima é a chave para entendê-lo: uma imagem é lembrança, não é o santo. No Brasil, a devoção a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e a santos como São José e Santo Antônio é parte da cultura — mas devoção é convite, nunca obrigação.
Quando: Tema de um encontro próprio; na prática, aparece o ano inteiro nas festas de padroeiro e no mês de maio.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 963-975 (Maria na Igreja) e §§ 946-962 (a comunhão dos santos) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 2132 (culto às imagens: a honra vai à pessoa representada) (citação aproximada, a conferir)
- Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, cap. VIII (a bem-aventurada Virgem Maria) (citação aproximada, a conferir)
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Rito da Crisma 1: a apresentação dos crismandos
Costume local
O que significa Depois do Evangelho, o pároco (ou um responsável pela catequese) apresenta ao bispo os que vão ser confirmados. Em geral se chamam os nomes e os crismandos se levantam ou vão à frente; em algumas paróquias cada um responde "Presente" ou "Eis-me aqui" ao ouvir o próprio nome. É um gesto simples e importante: a comunidade está dizendo ao bispo quem são essas pessoas e que elas foram preparadas. Você não precisa falar nada além do seu nome, se for pedido. Se a sua paróquia fizer ensaio, esse é o momento que costuma ser combinado com mais cuidado, porque envolve fila e ordem.
Quando: Dentro da Missa da Crisma, logo depois da proclamação do Evangelho e antes da homilia do bispo.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito da Confirmação dentro da Missa — apresentação dos confirmandos (citação aproximada, a conferir)
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Rito da Crisma 2: a homilia do bispo
Doutrina
O que significa Depois da apresentação, o bispo faz a homilia. O ritual prevê que ela explique as leituras e leve os crismandos, os padrinhos, as madrinhas, os pais e a assembleia inteira a entender o que vai acontecer em seguida — por isso ela quase sempre fala do Espírito Santo, de Pentecostes e do significado da unção. O ritual traz um modelo de alocução, mas o bispo fala com as próprias palavras. Você não precisa responder nada: escuta-se sentado, como em qualquer homilia.
Quando: Logo após a apresentação dos crismandos, no lugar da homilia da Missa.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito dentro da Missa — homilia ou alocução do bispo (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1298 (a estrutura do rito na celebração separada do Batismo) (citação aproximada, a conferir)
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Rito da Crisma 3: a renovação das promessas batismais
Texto litúrgico
O que significa Aqui está o coração do que você faz com a sua própria voz. O bispo pergunta e os crismandos respondem, de pé — primeiro as renúncias, depois a profissão de fé, na forma de perguntas que seguem o Credo (Pai, Filho, Espírito Santo, Igreja). É a mesma fé que foi professada no seu Batismo, muitas vezes por outra pessoa; agora é você quem responde. As respostas são curtas — duas palavras — e todos respondem juntos, então não há como se perder. Em muitas celebrações os crismandos seguram velas acesas neste momento e as apagam logo depois, antes da imposição das mãos. No fim, o bispo conclui com uma fórmula do ritual, e a assembleia responde "Amém". O texto das perguntas não está reproduzido aqui: ele está no ritual que a sua paróquia usa, e normalmente também no folheto ou no telão da celebração.
Quando: Depois da homilia do bispo, antes da imposição das mãos.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito dentro da Missa — renovação das promessas batismais (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1298 (a liturgia da Confirmação começa com a renovação das promessas e a profissão de fé) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Rito da Crisma 4: a imposição das mãos
Texto litúrgico
O que significa O bispo convida todos a rezar em silêncio por alguns instantes. Depois, estende as mãos sobre os crismandos — o gesto que, desde os Atos dos Apóstolos, significa a entrega do Espírito Santo — e reza a oração que pede, em voz alta, os sete dons. Nessa hora os crismandos costumam ficar de joelhos ou de pé, conforme a orientação da celebração; se seguravam velas, apagam antes. É um momento curto e silencioso, e é normal que passe rápido demais para o gosto de quem esperou muito por ele. Você não responde nada até o "Amém" final da oração.
Quando: Logo após a renovação das promessas batismais, imediatamente antes da unção.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito dentro da Missa — imposição das mãos e oração (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1299-1300 (a oração de imposição das mãos e a fórmula da unção) (citação aproximada, a conferir)
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Atos dos Apóstolos 8,14-17
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Rito da Crisma 5: a unção com o santo crisma
Texto litúrgico
O que significa Este é o momento do sacramento propriamente dito. Você vai até o bispo com o padrinho ou a madrinha; o seu nome é dito a ele; o bispo molha o polegar no santo crisma, faz o sinal da cruz na sua testa e diz a fórmula da unção. Você responde "Amém". Em seguida ele o saúda com a paz, e você responde. Dura poucos segundos. Vale saber de antemão duas coisas práticas: o nome que será dito ao bispo é o seu nome de Crisma (ou o seu nome mesmo, conforme o costume da paróquia), e a testa fica com um pouco de óleo perfumado, que se deixa secar. A fórmula da unção não está escrita aqui de propósito: é a forma do sacramento, e as fontes que consultamos divergem entre pelo menos duas redações — isso está anotado nas variantes, sem reproduzir nenhuma das duas, para você saber que pode ouvir uma redação ligeiramente diferente desta — o texto certo é o do ritual usado na sua diocese.
Quando: Imediatamente após a imposição das mãos, um crismando de cada vez.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito dentro da Missa — a crismação (fórmula da unção e saudação da paz) (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1300 (fórmula do rito latino) e § 1301 (o beijo da paz) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Rito da Crisma 6: onde fica o padrinho e o que ele faz
Costume local
O que significa Na hora da unção, o padrinho ou a madrinha fica atrás de você, do seu lado direito, e coloca a mão direita no seu ombro — é esse gesto que "apresenta" você ao bispo. Em muitas paróquias é o padrinho quem diz o seu nome ao bispo; em outras, o próprio crismando diz. Vários lugares pedem também que você use um crachá ou etiqueta com o nome, para ajudar. Antes disso, durante a celebração, padrinhos e madrinhas costumam sentar junto dos afilhados ou em um bloco reservado. Depois da unção, os dois voltam juntos para o lugar. Isso tudo é combinado no ensaio, e muda de paróquia para paróquia — não é texto litúrgico fixo.
Quando: Durante a unção, e em geral durante toda a celebração. Algumas paróquias fazem um encontro prévio só com padrinhos e madrinhas.
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Observações preliminares — função do padrinho na celebração (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Rito da Crisma 7: o que esperar na prática (documentos, ensaio, roupa, fotos)
Costume local
O que significa Nada aqui é doutrina — é a parte organizativa, que muda de paróquia para paróquia e costuma ser a que mais gera ansiedade em quem chega agora. O padrão brasileiro é mais ou menos este: a secretaria pede seus documentos algumas semanas antes (certidão de batismo atualizada, documento com foto, dados do padrinho ou madrinha e, em várias dioceses, comprovante de que ele é crismado — a lista que vale é a da secretaria da sua paróquia); há um ou dois ensaios obrigatórios nos dias anteriores; e há uma contribuição, que em geral cobre custos da celebração. Sobre roupa: pede-se roupa simples e sóbria, e muitas paróquias combinam camisa branca ou uma camiseta da turma. Sobre fotos: a regra comum é que só o fotógrafo designado circula durante a celebração — família e amigos fotografam antes e depois, não durante. Se algum desses pontos for um problema real para você (dinheiro, documento que não aparece, roupa), diga ao catequista: nenhum deles costuma ser impedimento de verdade.
Quando: Nas semanas que antecedem a celebração.
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 895 (registro dos confirmados no livro próprio) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Rito da Crisma 8: o seu papel na celebração e o que vem depois da unção
Costume local
O que significa Antes da celebração, é comum que a turma seja convidada a assumir alguma coisa: fazer uma das leituras, ler as preces da comunidade, levar as oferendas (o pão e o vinho) em procissão até o altar, ajudar no canto ou no acolhimento. Nada disso é obrigatório, e quem não quiser falar em público não precisa — diga ao catequista no ensaio, sem constrangimento. Se você aceitar uma leitura, vai receber o texto antes: leia em voz alta em casa algumas vezes e chegue cedo para testar o microfone. Depois da unção, a Missa continua normalmente — e ela continua porque a Crisma é celebrada dentro dela, não ao lado. Segue a Liturgia Eucarística e, na hora da comunhão, cada um faz o que já faz nas outras Missas: quem comunga, comunga; quem ainda não fez a Primeira Comunhão, ou tem dúvida sobre a própria situação, fala com o catequista — só isso, sem drama e sem decisão tomada por escrito num site. Na parte burocrática, o nome de cada crismado é anotado no livro dos crismados da paróquia, com a data, o ministro, os pais e o padrinho ou madrinha; o direito da Igreja manda registrar também na paróquia do Batismo (cân. 895). É desse livro que sai a certidão de crisma, que você pode pedir na secretaria depois — e que costuma ser pedida mais tarde, por exemplo para ser padrinho de alguém ou para casar. Em algumas paróquias assina-se o livro no próprio dia; em outras, a secretaria faz tudo depois. Pergunte na secretaria como é na sua e quanto tempo leva.
Quando: Nas semanas anteriores à celebração (o convite para as funções e o ensaio), no próprio dia (a comunhão) e nas semanas seguintes (a certidão).
- Código de Direito Canônico (1983), edição portuguesa, cân. 895 (registro dos confirmados no livro próprio e anotação na paróquia do Batismo) (citação aproximada, a conferir)
- Ritual da Confirmação (edição brasileira), Rito dentro da Missa — a celebração prossegue com a Liturgia Eucarística (citação aproximada, a conferir)
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 73-74 (a procissão das oferendas) (citação aproximada, a conferir)
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Cantos
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Glória
Texto litúrgico
Primeiro verso Glória a Deus nas alturas
O que significa O Glória não é uma música de abertura qualquer: é um hino antiquíssimo que começa com as palavras dos anjos no Natal e depois vira um louvor direto a Deus Pai e a Jesus. Ele marca que a celebração entrou num clima de festa. Por isso ele some na Quaresma e no Advento — tempos de espera — e volta com força na Páscoa e no Natal. Se você chegar num domingo de Quaresma e sentir que falta alguma coisa no começo, é exatamente isto que está faltando, e é de propósito. O termo técnico para ele é hino do Glória, parte do chamado Ordinário da Missa (as partes que se repetem em toda Missa).
Quando: Aos domingos fora do Advento e da Quaresma, nas solenidades e nas festas. Não se canta nos domingos da Quaresma nem do Advento.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 53 — o Hino do Glória (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1156-1158 (canto e música na liturgia)
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Aleluia (aclamação ao Evangelho)
Texto litúrgico
Primeiro verso Aleluia, aleluia, aleluia
O que significa "Aleluia" é uma palavra hebraica que não foi traduzida: quer dizer mais ou menos "louvem o Senhor". Ela é cantada em pé porque é o momento em que a assembleia se levanta para receber Cristo que vai falar no Evangelho — o canto é a saudação a Ele, não um intervalo musical. Repare que na Quaresma esse canto desaparece: a Igreja guarda o Aleluia para explodir de novo na Vigília Pascal. O nome técnico é aclamação ao Evangelho.
Quando: Em toda Missa com Evangelho, exceto na Quaresma, quando o Aleluia é substituído por outra aclamação.
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 62-63 — o Aleluia e a aclamação antes do Evangelho (citação aproximada, a conferir)
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Santo
Texto litúrgico
Primeiro verso Santo, Santo, Santo
O que significa O Santo junta duas cenas da Bíblia: o grito dos anjos diante de Deus (Isaías 6) e a multidão que recebe Jesus em Jerusalém com "Hosana" e ramos (Mateus 21). Cantar isso é dizer que a assembleia aqui embaixo está entrando no mesmo louvor que já acontece no céu. É por isso que ele nunca é cortado, nem em Missa de semana, nem quando o tempo está curto. O nome técnico é Sanctus.
Quando: Em toda Missa, sem exceção — é a única parte da Oração Eucarística que a assembleia inteira canta junto com o padre.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 79b — o Sanctus dentro da Oração Eucarística (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, § 1352 (o Sanctus e o prefácio na Oração Eucarística) (citação aproximada, a conferir)
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Cordeiro de Deus
Texto litúrgico
Primeiro verso Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo
O que significa Esse canto acompanha um gesto concreto: o padre está partindo a hóstia. Enquanto isso, a assembleia chama Jesus de "Cordeiro" — a imagem que João Batista usou ao apontar para Ele, e que vem do cordeiro da Páscoa judaica. O canto pode ser repetido quantas vezes for preciso até a fração terminar; a última vez termina com "dai-nos a paz". O nome técnico é Agnus Dei.
Quando: Em toda Missa, entre o gesto da paz e a fila da Comunhão.
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 83 — a fração do pão e o Agnus Dei (citação aproximada, a conferir)
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A Nós Descei, Divina Luz
Devoção
Primeiro verso A nós descei, divina luz
O que significa É o canto de "chamar o Espírito Santo" mais conhecido do Brasil. O texto é uma versão em português da Sequência de Pentecostes (o hino latino Veni Sancte Spiritus), que pede luz, consolo, descanso e cura — cada estrofe é um pedido diferente. Se você está na Crisma, esse é o canto que resume o que o sacramento é: pedir que o Espírito venha e faça morada. Não é preciso saber a letra de cor; o refrão se repete e você pega em duas ou três vezes.
Quando: É o canto que você provavelmente vai ouvir logo no começo de quase todo encontro de Crisma, e em Pentecostes.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1285-1314 (o sacramento da Confirmação) e § 1299 (a oração pelos dons do Espírito)
- Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Sequência do Domingo de Pentecostes (Veni Sancte Spiritus) (citação aproximada, a conferir)
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Vem, Espírito Santo, Vem
Devoção
Primeiro verso Vem, Espírito Santo, vem
O que significa É um canto curto e repetitivo, feito para ser cantado muitas vezes até o grupo ficar em silêncio. A repetição é intencional: não é falta de letra, é um jeito de rezar em que a mesma frase vai perdendo a pressa. Quem chega de fora às vezes estranha; o convite é simplesmente ficar, cantar junto e deixar acontecer. É música de oração, não parte fixa da Missa.
Quando: Em grupos de oração e encontros de Crisma, muitas vezes repetido várias vezes seguidas, de olhos fechados.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 683-686 e §§ 1285-1314 (o Espírito Santo e a Confirmação)
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Espírito, Enche a Minha Vida
Devoção
Primeiro verso Espírito, enche a minha vida
O que significa Um pedido pessoal, na primeira pessoa: que o Espírito encha a minha vida, o meu ser, o meu poder. É um canto da Renovação Carismática Católica e costuma vir acompanhado de gestos — mãos abertas, olhos fechados. Se esses gestos não são seus, ninguém é obrigado; cantar sentado e quieto também é rezar.
Quando: Em encontros e retiros, quase nunca dentro da Missa dominical comum.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1830-1832 (os dons e frutos do Espírito Santo)
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
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Quando o Espírito de Deus se Move em Mim
Devoção
Primeiro verso Quando o Espírito de Deus se move em mim
O que significa É um canto alegre e gestual, construído sobre a cena do rei Davi dançando diante da Arca (2 Samuel 6): quem canta se coloca no lugar de Davi, que louva com o corpo inteiro. Serve para soltar o corpo e quebrar o gelo de um grupo. Vale saber a origem: é um coro de origem evangélica que entrou nos encontros católicos e ficou — o que não o torna errado, só não o torna litúrgico.
Quando: Em encontro, nunca como canto da Missa.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, 2Sm 6,14-16
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
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Tão Sublime Sacramento (Tantum Ergo)
Devoção
Primeiro verso Tão sublime sacramento adoremos neste altar
O que significa Quando o Santíssimo está exposto e chega a hora da bênção, este é o canto que avisa que o momento chegou: todos se ajoelham. O texto são as duas últimas estrofes do hino Pange Lingua, escrito por Tomás de Aquino no século XIII para a festa de Corpus Christi, e ele diz em poesia o que a fé afirma — que o que os olhos veem como pão é Cristo, e que a fé supre o que os sentidos não alcançam. Em latim o canto se chama Tantum Ergo.
Quando: Sempre que houver exposição e bênção do Santíssimo — adoração, Hora Santa, Corpus Christi.
- Catecismo da Igreja Católica, § 1378 (culto e adoração eucarística) e § 1381 (a presença real e a fé)
- Ritual do Culto Eucarístico fora da Missa (edição brasileira), seção sobre a exposição e a bênção do Santíssimo Sacramento (citação aproximada, a conferir)
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Eu Vos Adoro (Adoro Te Devote)
Devoção
Primeiro verso Eu vos adoro com fervor, ó Deus oculto
O que significa É um hino de adoração pessoal a Cristo presente na Eucaristia, cantado diante do Santíssimo. A ideia que atravessa todo o texto é a de um Deus que se esconde: os olhos veem pão, o gosto é de pão, e é a fé que reconhece Quem está ali. Se você está começando e ainda não "sente" nada na adoração, esse hino é justamente sobre isso — ele não promete sentimento, promete presença. Em latim ele se chama Adoro Te Devote.
Quando: Em momentos de adoração silenciosa diante do Santíssimo.
- Catecismo da Igreja Católica, § 1381 (a presença real reconhecida pela fé, citando Santo Tomás de Aquino)
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Tu Te Abeiraste da Praia (A Barca)
Devoção
Primeiro verso Tu te abeiraste da praia
O que significa A letra retoma a cena do Evangelho em que Jesus chama os primeiros discípulos na beira do lago (Lucas 5): Ele não procurou gente sábia nem rica, procurou pescadores no meio do trabalho. O canto é escrito na primeira pessoa — quem canta responde ao olhar de Jesus, não fala sobre Ele de fora. É por isso que ele aparece tanto em Crisma e em formatura de catequese: é o canto de alguém dizendo sim a um chamado que não partiu dele.
Quando: Muito comum na Comunhão e no final da Missa; quase certo de aparecer em Missa de Crisma.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 5,1-11
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 86-87 — o canto de comunhão (citação aproximada, a conferir)
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Alegrei-me Quando Me Disseram (Salmo 121/122)
Texto litúrgico
Primeiro verso Alegrei-me quando me disseram
O que significa É um salmo de peregrino: a alegria de quem está a caminho e alguém diz "vamos para a casa do Senhor". Cantado na entrada, ele dá nome ao que você acabou de fazer — sair de casa e vir até aqui. É um dos casos em que o canto não é enfeite: é a própria Palavra da Bíblia sendo cantada, o que a liturgia prefere sempre que possível.
Quando: Em Missas de entrada festiva, romarias, e no 1º Domingo do Advento no ano A (quando é o salmo do dia).
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Sl 121(122)
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 47-48 — o canto de entrada e a preferência pelos textos bíblicos (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Provai e Vede (Salmo 33/34)
Texto litúrgico
Primeiro verso Provai e vede quão suave é o Senhor
O que significa O refrão vem do Salmo 33(34) e é um convite físico: prove, e então você verá. Cantado na hora da Comunhão, ele diz exatamente o que está acontecendo ali — não é uma ideia sobre Deus, é algo que se recebe na mão e na boca. Quem não vai comungar naquele dia continua participando do mesmo canto: ficar, olhar e ir entendendo também é estar na celebração. Quem esclarece a própria situação é o padre ou o catequista da sua comunidade.
Quando: Durante a fila da Comunhão, em muitas paróquias brasileiras.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Sl 33(34),9
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 86-87 — o canto de comunhão (citação aproximada, a conferir)
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Eis-me Aqui, Senhor
Devoção
Primeiro verso Eis-me aqui, Senhor
O que significa A frase é a resposta que várias pessoas dão a Deus na Bíblia — Samuel, Isaías, Maria: "estou aqui". Cantar isso no Ofertório junta duas coisas no mesmo gesto: o pão e o vinho vão para o altar, e você vai junto. É um canto de disponibilidade, não de mérito; não está dizendo que você é bom, está dizendo que você topa.
Quando: Muito usado no Ofertório (quando o pão e o vinho são levados ao altar) e em celebrações de compromisso.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Is 6,8
- Instrução Geral do Missal Romano, n. 74 — o canto durante a apresentação dos dons (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Eu Quero Ser, Senhor Amado (Vaso Novo)
Devoção
Primeiro verso Eu quero ser, Senhor amado
O que significa A imagem é a do oleiro e do barro, que vem do profeta Jeremias: um vaso que se quebra pode ser refeito pelas mesmas mãos. É um canto de recomeço, e por isso pega forte em quem está chegando agora ou voltando depois de muito tempo. Vale saber que ele é de origem evangélica e entrou no repertório católico pelo uso — é canto devocional, não texto litúrgico.
Quando: No Ofertório em muitas paróquias, e em momentos de entrega em encontros de Crisma.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Jr 18,1-6
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
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Bendito, Louvado Seja
Costume local
Primeiro verso Bendito, louvado seja
O que significa "Bendito" é todo um gênero de canto popular católico brasileiro, transmitido de boca em boca, sem partitura e sem autor. São estrofes curtas, cantadas em uníssono, que existem para caminhar junto: procissão, romaria, velório, novena. Se você ouvir isso e achar que soa "antigo", é porque é mesmo — e é seu também. É costume popular, não parte fixa da Missa; onde ele entra na Missa, entrou por decisão local.
Quando: Mais comum no interior e no Nordeste, e em procissões e novenas em geral.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1674-1676 (a piedade popular)
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), seção sobre a relação entre piedade popular e liturgia (citação aproximada, a conferir)
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Mãezinha do Céu
Devoção
Primeiro verso Mãezinha do céu, eu não sei rezar
O que significa É provavelmente o canto mariano mais conhecido do Brasil, e o que o torna tão acolhedor é o ponto de partida: quem canta começa admitindo que não sabe rezar. É exatamente por isso que ele serve tão bem a quem está começando — ele não exige nada, só pede colo. Vale entender o que a Igreja ensina por trás dele: pedir a Maria não é rezar "para" ela no lugar de Deus, é pedir que ela reze junto, como se pede a alguém querido.
Quando: Sobretudo em maio, e sempre que houver coroação da imagem de Nossa Senhora.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 971 e 2673-2679 (a devoção a Maria e a oração com Maria)
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), capítulo sobre a devoção mariana e o mês de maio (citação aproximada, a conferir)
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Maria de Nazaré
Devoção
Primeiro verso Maria de Nazaré, Maria me cativou
O que significa Um canto que fala de Maria não como uma estátua distante, mas como uma mulher concreta de uma cidade pequena que cativou quem a conheceu. Para quem está chegando agora, é uma boa porta de entrada para a devoção mariana: ela começa pelo afeto, não pela doutrina.
Quando: Em qualquer celebração mariana, o ano todo; quase garantido em maio e em outubro.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 484-507 (Maria na vida da Igreja) e § 971 (a devoção mariana)
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Imaculada, Maria de Deus
Devoção
Primeiro verso Imaculada, Maria de Deus
O que significa O canto louva Maria com o título de Imaculada — que é a fé de que ela foi preservada do pecado desde o início, por causa de Cristo, não por mérito próprio. A letra a apresenta como um coração pobre que acolhe Jesus, o que é o contrário de uma figura inalcançável: a grandeza dela está em ter dito sim. Para quem está na Crisma, é um bom lembrete de que a santidade começa por acolher, não por realizar.
Quando: Em dezembro e em celebrações marianas ao longo do ano.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 490-493 (a Imaculada Conceição)
texto ainda não conferido
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Dai-nos a Bênção
Devoção
Primeiro verso Dai-nos a bênção, ó Virgem Maria
O que significa É o canto de despedida mariano: antes de ir embora, a comunidade pede a bênção da Mãe para a semana que começa. Repare que ele quase sempre vem DEPOIS da bênção final do padre — ou seja, tecnicamente a Missa já acabou. Isso não o torna menos querido; só ajuda a entender por que às vezes o padre já saiu e o povo continua cantando.
Quando: Na despedida — é o último canto, com as pessoas já de pé para sair.
- Instrução Geral do Missal Romano, nn. 90 — os ritos finais da Missa (citação aproximada, a conferir)
- Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), seção sobre a articulação entre devoções e a celebração litúrgica (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Ninguém Te Ama Como Eu
Devoção
Primeiro verso Senhor, eu sou aquele que tanto tens amado
O que significa A letra é escrita como se Jesus falasse da cruz com quem canta, e o refrão repete essa mesma afirmação de amor pessoal. É um dos cantos que mais mexe com quem está fazendo um retiro pela primeira vez, e é usado de propósito nesses momentos. Se você chorar, não é fraqueza nem é obrigação — muita gente chora e muita gente não, e as duas coisas estão certas.
Quando: Em retiros e encontros, quase nunca na Missa dominical comum.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Jo 15,13
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 604-605 (o amor de Deus manifestado na cruz)
texto ainda não conferido
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Deus Está Aqui
Devoção
Primeiro verso Deus está aqui
O que significa Um canto curtinho que afirma uma coisa só: Deus está aqui, tão certo quanto o ar que se respira. Serve para juntar um grupo disperso e colocar todo mundo no mesmo lugar. Não é canto da Missa; é canto de encontro, e por isso pode parecer mais informal do que o que você ouve na igreja no domingo.
Quando: Em encontro e grupo de oração, muito repetido e com palmas.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Mt 18,20
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
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Te Amarei, Senhor
Devoção
Primeiro verso Te amarei, Senhor
O que significa Um canto de promessa simples: te amarei, e essa força vem de você. É daqueles que quase todo mundo em um grupo já sabe, então costuma ser cantado com o grupo inteiro junto — o que, para quem chegou agora, é a maneira mais rápida de sentir que pertence. Não é parte da Missa; é canto devocional.
Quando: Em encontro e grupo de oração; é um dos clássicos da música católica brasileira das últimas décadas.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Sl 17(18),2 (citação aproximada, a conferir)
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
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Segura na Mão de Deus
Devoção
Primeiro verso Se as águas do mar da vida
O que significa O canto fala com quem está afundando: a imagem é a de uma travessia difícil em que a única coisa a fazer é dar a mão a Deus e seguir andando. É provavelmente o canto de consolo mais conhecido do país, e uma das coisas mais úteis de saber sobre ele é a origem — foi escrito por um autor evangélico, nos anos 1970, e os católicos brasileiros o adotaram de tal forma que muita gente acha que é um canto católico de sempre. Isso não é problema nenhum; só é bom saber, para não confundir devoção popular com liturgia.
Quando: Sobretudo em despedidas — é um dos cantos mais pedidos em velório no Brasil, católico ou não.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1680-1690 (as exéquias cristãs) e §§ 1010-1014 (o sentido cristão da morte)
- A música litúrgica no Brasil (CNBB, Doc. 79), seção sobre a distinção entre música litúrgica e música religiosa/devocional (número do parágrafo não localizado) (citação aproximada, a conferir)
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Oração pela Família
Devoção
Primeiro verso Que nenhuma família comece em qualquer de repente
O que significa É uma oração cantada pela família, pedindo firmeza para o casamento e para a casa, sem idealizar nada — não promete perfeição. Para quem está na Crisma e vem de uma história familiar complicada, vale dizer com clareza: esse canto é um pedido, não um julgamento de quem não teve essa casa.
Quando: Muito comum em casamento e em celebrações ligadas à família.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 1655-1658 e §§ 2204-2206 (a família como igreja doméstica)
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Noites Traiçoeiras
Devoção
Primeiro verso Noites traiçoeiras
O que significa O canto fala das noites em que a fé parece não funcionar — o que a tradição espiritual chama de noite escura. Ele não promete que isso passa rápido; promete que a pessoa não está sozinha enquanto passa. É um dos cantos que mais aparecem em retiro de jovens no Brasil justamente porque não finge que a vida cristã é sempre animada.
Quando: Em encontro e retiro; foi popularizado pelo grupo católico Anjos de Resgate.
- Catecismo da Igreja Católica, §§ 2725-2731 (o combate da oração, a aridez e a prova da fé)
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Tudo é do Pai
Devoção
Primeiro verso Tudo é do Pai, toda honra e toda glória
O que significa Um louvor curto que devolve tudo a Deus: honra, glória, poder. É o tipo de canto que fecha um momento de oração, porque não pede nada — só reconhece. Repetitivo de propósito, fácil de pegar já na primeira vez.
Quando: Em encontro e grupo de oração.
- Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Ap 5,13
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Lições
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Todo mundo respondeu. E eu?
Doutrina
O que significa Em uma das saudações da Missa, o padre diz “O Senhor esteja convosco” e a comunidade responde “Ele está no meio de nós”. Há outras saudações previstas: isto é um exemplo, não a única forma de começar a celebração. Reconhecer essa presença não elimina a singularidade da presença de Cristo na Eucaristia. O sentido vem antes da memorização.
Quando: No início da Missa, logo depois do sinal da cruz e antes do ato penitencial, numa das fórmulas de saudação previstas — antes da primeira leitura.
- Concílio Vaticano II — Sacrosanctum Concilium, 7 (citação aproximada, a conferir)
- Rito da Missa celebrada com o povo — Edições CNBB, Ritos iniciais — saudação (citação aproximada, a conferir)
- Catecismo da Igreja Católica, 1373-1374 (citação aproximada, a conferir)
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Você pode começar sem saber tudo.
Costume local
O que significa Chegar à Missa pela primeira vez não exige saber tudo de cor: acompanhar como conseguir, escutar e usar um folheto já faz parte do caminho. Apresentar-se a alguém da comunidade e pedir ajuda — “Estou começando e não conheço bem a Missa. Você pode me ajudar a acompanhar?” — é uma forma concreta de começar acompanhado, não sozinho diante de uma tela. Estar na Missa e receber a Comunhão são decisões diferentes: as condições para receber os sacramentos são conversadas com a catequese e com o sacerdote. Este conteúdo não decide a situação pessoal de ninguém.
Quando: Antes da primeira vez na Missa, ou logo depois dela, quando ainda parece que todo mundo sabe o que fazer, menos você.
- Catecismo da Igreja Católica, 1229-1233 e 1385-1389 (citação aproximada, a conferir)
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Duas falas. Duas respostas.
Doutrina
O que significa Ao final de uma leitura, exceto o Evangelho, quem lê diz “Palavra do Senhor” e a comunidade responde “Graças a Deus”. Ao final do Evangelho, a fórmula muda: “Palavra da Salvação”, respondida com “Glória a vós, Senhor”. Primeiro reconheça o contexto — qual leitura terminou — depois a frase certa vai ficando familiar.
Quando: Durante a Liturgia da Palavra, ao final de cada leitura e, de modo especial, ao final do Evangelho.
- Rito da Missa celebrada com o povo — Edições CNBB, Liturgia da Palavra — aclamações depois das leituras (citação aproximada, a conferir)
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