O texto de cada oração, por extenso, com o que ele quer dizer e quando costuma ser rezado.
Toque um título abaixo para ir direto a ele.
Texto litúrgico
Sinal da Cruz
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
É o gesto mais curto e mais repetido da vida católica: você toca a testa, o peito e os dois ombros enquanto diz o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em duas frases ele diz quem é o Deus em que os cristãos creem (um só Deus, três pessoas) e lembra a cruz de Jesus — por isso ele abre e fecha quase tudo: a Missa, a oração da manhã, a refeição, o terço.
No começo, ele pode parecer automático, e é normal fazer meio desajeitado. O sentido não é ter o gesto perfeito: é marcar que o que vem a seguir — a Missa, a conversa com Deus, o dia — está sendo colocado debaixo da cruz. O nome técnico dessa fórmula é "invocação trinitária".
Quando: No início e no fim de praticamente toda oração católica. Na Missa, o padre faz o sinal da cruz logo no começo, e a assembleia responde "Amém" — só depois vem a saudação ("O Senhor esteja convosco" / "Ele está no meio de nós"). Também ao entrar na igreja (tocando a água benta), antes das refeições (registro `bencao_da_mesa`), ao passar diante de uma igreja, ao acordar e ao dormir, e no início do terço.
Outras formas conhecidas — Sinal da Cruz (2)
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Forma curta, a mais usada; é a que aparece nos ritos iniciais da Missa (Missal Romano, 3ª edição típica, CNBB 2023).
Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Forma longa, tradicional na devoção brasileira (feita com três cruzes pequenas na testa, na boca e no peito, e depois a cruz grande). Não é a forma litúrgica da Missa — é devoção; muitas famílias ensinam esta primeiro.
Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Ritos iniciais da Missa (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Texto litúrgico
Pai-Nosso
Pai nosso, que estais nos céus,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino;
seja feita a vossa vontade,
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Amém.
É a única oração que Jesus ensinou com essas palavras, quando os discípulos pediram que ele os ensinasse a rezar. Por isso ela é chamada de "a oração do Senhor": todo o resto da oração cristã é, de algum modo, um comentário dela. Ela começa tratando Deus por "Pai" — não "Senhor distante" — e só depois pede alguma coisa; e o que pede primeiro é o nome, o reino e a vontade de Deus, e só então o pão, o perdão e a proteção.
Uma frase costuma incomodar e é honesto dizer: "perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido" liga o perdão que você pede ao perdão que você dá. Não é chantagem; é a medida que Jesus escolheu. O nome técnico dela é "Oração dominical".
Quando: Na Missa, depois da Oração Eucarística, todos rezam juntos antes da Comunhão (de pé, muitas vezes de mãos dadas ou com as mãos abertas — isso varia por paróquia). Também em cada dezena do terço, na Liturgia das Horas, em velórios e novenas, e sozinho a qualquer hora. É a primeira oração que se pede a um crismando que saiba de cor.
Outras formas conhecidas — Pai-Nosso (4)
e não nos deixeis cair em tentação
Forma rezada no Brasil, inclusive na Missa. Outras conferências episcopais (Itália, França) mudaram a tradução para algo como "não nos abandoneis à tentação", e isso às vezes aparece em vídeos e textos estrangeiros traduzidos. Até onde este material foi checado, o Brasil NÃO adotou essa mudança — confirmar com o catequista antes de usar outra forma.
Pai nosso, que estás nos céus... santificado seja o teu nome...
Forma com "tu" que aparece em algumas traduções da Bíblia e em grupos de oração e cantos. A forma litúrgica no Brasil é com "vós" ("estais", "vosso"); na Missa reza-se sempre assim.
Pai nosso que estais nos céus (sem a vírgula depois de "Pai nosso")
Forma sem a vírgula depois de "Pai nosso" — é a redação trazida pela redação independente do crosscheck deste projeto (que se declarou incerta), como os demais registros deste arquivo que citam essa fonte (sinal_da_cruz, ave_maria, gloria_ao_pai, salve_rainha, santo_anjo, angelus, ato_de_contricao). O arquivo da Missa (missa_pai_nosso) escreve a primeira linha COM a vírgula, igual a este registro — a forma sem vírgula acima não é a que o arquivo da Missa usa. Não foi possível decidir qual pontuação está impressa no Missal Romano 3ª edição típica sem ter o livro à mão; é só pontuação, a oração é a mesma.
(na Missa, depois do Pai-Nosso o padre reza um trecho e o povo conclui) Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
Essa aclamação final pertence ao rito da Missa (vem depois do embolismo "Livrai-nos de todos os males, ó Pai..."), não à oração rezada sozinho ou no terço. Protestantes costumam rezá-la colada ao Pai-Nosso — daí a confusão.
Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Rito da Comunhão (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Ave-Maria
Ave, Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora de nossa morte.
Amém.
A Ave-Maria é feita de três pedaços. Os dois primeiros são falas da Bíblia: a saudação do anjo a Maria ("cheia de graça, o Senhor é convosco") e a saudação de Isabel ("bendita sois vós entre as mulheres"). O terceiro é um pedido que a Igreja acrescentou depois: "rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte" — isto é, reze por nós.
Repare no verbo: a oração não pede que Maria salve, perdoe ou responda; pede que ela reze. É a mesma coisa que você faz ao pedir a um amigo "reza por mim", com a diferença de que aqui o pedido é feito a alguém que a Igreja crê estar viva em Deus. O termo técnico para isso é "intercessão".
Se você vem de uma igreja evangélica, o que costuma soar estranho aqui não é o texto bíblico do começo, e sim pedir algo a uma pessoa que não é Deus. A distinção que a Igreja Católica faz é esta: adoração é devida só a Deus, e o que se dá a Maria e aos santos é honra e pedido de oração — do mesmo tipo que pedir a um irmão de fé "reza por mim", nunca no lugar de Cristo, que continua sendo o único mediador. A própria Igreja diz que esse culto a Maria difere essencialmente da adoração devida a Deus (Lumen Gentium 66), e que tudo em Maria remete ao Filho.
Quando: É a oração mais repetida da devoção católica: cada dezena do terço tem dez delas, o Angelus tem três, e ela entra em novenas, procissões, velórios e na oração de muitas famílias. Um iniciante vai ouvi-la em quase toda reunião de grupo, geralmente rezada em voz alta, com a primeira metade puxada por uma pessoa e a segunda respondida por todos.
Outras formas conhecidas — Ave-Maria (4)
agora e na hora da nossa morte
Com o artigo ("da nossa morte"). É a forma que a redação independente do crosscheck deste projeto trouxe, e ela circula bastante em livrinhos e gravações. A forma publicada acima ("de nossa morte") é a que se ouve com mais frequência nos grupos de terço no Brasil, e por isso ficou no texto principal; nenhuma das duas é erro e ninguém vai corrigir você.
o Senhor é convosco
Forma corrente no Brasil. Em alguns grupos e traduções bíblicas ouve-se "o Senhor está convosco"; o sentido é o mesmo.
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus
Também se ouve, muito, "bendito o fruto do vosso ventre, Jesus", sem o "é". As duas formas circulam; ninguém vai corrigir você.
Ave, Maria, cheia de graça... (rezada em duas metades)
Costume de comunidade: no terço e nas novenas, quem conduz reza até "Jesus" e o grupo responde de "Santa Maria" até o fim. É praxe, não regra.
Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,28 e Lc 1,42
Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, n. 66 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Texto litúrgico
Glória ao Pai (doxologia)
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Amém.
É a oração mais curta do repertório: duas linhas que não pedem nada, só dão glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Ela funciona como um ponto final cantado — fecha salmos, dezenas do terço, horas do ofício.
O valor dela para quem está começando é justamente esse: nem toda oração é pedido. Às vezes o que se faz é só reconhecer quem Deus é. O nome técnico dessa fórmula de louvor é "doxologia" (do grego, "palavra de glória").
Quando: No fim de cada salmo na Liturgia das Horas, no fim de cada dezena do terço, no fim de muitas novenas e bênçãos. É curta o bastante para você aprender na primeira reunião e já acompanhar o grupo.
Outras formas conhecidas — Glória ao Pai (doxologia) (2)
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Com ponto no lugar da vírgula depois de "Espírito Santo" — é assim que a redação independente do crosscheck deste projeto escreve, e ela mesma marcou o ponto como incerto. Só pontuação; a doxologia é a mesma.
...como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.
Forma longa, muito ouvida no terço e em novenas. As duas circulam lado a lado no mesmo grupo; não há erro em nenhuma.
Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Doxologia ao final dos salmos (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Texto litúrgico
Credo (Símbolo dos Apóstolos)
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na santa Igreja católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.
O Credo não é um pedido: é uma lista do que os cristãos creem, dita na primeira pessoa ("creio"). Ele segue a ordem do próprio Deus — Pai, Filho, Espírito Santo — e depois fala da Igreja, do perdão dos pecados e da vida eterna. É curto de propósito: cabe na memória e serve de resumo da fé inteira.
Duas frases costumam travar quem está começando. "Desceu à mansão dos mortos" não quer dizer que Jesus foi condenado; quer dizer que ele entrou de verdade na morte, até onde estavam os que morreram antes dele. E "ressurreição da carne" não é metáfora: a fé católica diz que a pessoa inteira, corpo e tudo, é que ressuscita. O nome técnico deste texto é "Símbolo dos Apóstolos".
Quando: É o Credo mais usado fora da Missa: abre o terço, aparece em novenas e na oração pessoal, e é o texto que a catequese de Crisma costuma pedir de cor. Na Missa dominical, em geral se reza o outro Credo, mais longo (o niceno-constantinopolitano), embora o Missal permita o Símbolo dos Apóstolos, sobretudo na Quaresma e no tempo pascal e nas missas com crianças.
Outras formas conhecidas — Credo (Símbolo dos Apóstolos) (3)
desceu à mansão dos mortos
Forma comum no Brasil hoje. Em textos antigos e em algumas paróquias ainda se ouve "desceu ao inferno" ou "desceu à morada dos mortos" — é a mesma frase, em traduções diferentes; não significa condenação.
na santa Igreja católica
Aqui "católica" traduz "universal". É a mesma palavra que dá nome à Igreja Católica, mas na frase o sentido primeiro é "a Igreja de todos os lugares". A redação independente do crosscheck escreve "Igreja Católica" com maiúscula — a grafia exata varia entre edições e ainda não foi conferida.
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis... (Credo niceno-constantinopolitano)
É o Credo longo rezado na Missa dominical, texto próprio do Missal Romano, 3ª edição típica (CNBB, 2023). Ele tem registro próprio no material da Missa — não está reproduzido aqui para não duplicar.
Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Profissão de fé (ordinário da Missa) (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Salve-Rainha
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve!
A vós bradamos, os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.
A Salve-Rainha é a oração mais dramática do repertório comum: ela fala de "degredados filhos de Eva", de "vale de lágrimas", de "desterro". A linguagem é antiga (é um texto medieval) e a imagem é a de gente exilada pedindo a alguém que interceda por ela. Por isso ela costuma ser rezada no fim — do terço, do dia, da vida.
O pedido central está no fim e é bem concreto: "mostrai-nos Jesus". A oração não termina em Maria; termina pedindo que ela aponte para o Filho. Isso resume o lugar que a devoção mariana tem na fé católica.
Os títulos daqui — "Rainha", "Mãe de misericórdia", "advogada nossa" — são os que mais chocam quem vem de uma igreja evangélica, e é justo dizer por que eles não são adoração: "advogada" quer dizer exatamente quem fala a favor de alguém diante de outro, isto é, quem intercede, e a oração termina pedindo que ela mostre Jesus, não que o substitua. A Igreja afirma que a função maternal de Maria não ofusca nem diminui a única mediação de Cristo, e que toda honra dada a ela vem dele e leva a ele (Lumen Gentium 60-62; Catecismo 971, 2673-2679).
Quando: No fim do terço, quase sempre. Também no fim das Completas (a última oração do dia na Liturgia das Horas), em novenas, em procissões e em velórios. Se você entrar num grupo de terço, esta é a oração que fecha a reunião — e muitas vezes é cantada.
Outras formas conhecidas — Salve-Rainha (4)
vida, doçura, esperança nossa, salve!
Sem o "e" antes de "esperança" — é como a redação independente do crosscheck deste projeto escreve (e ela própria se declarou incerta). As duas formas se ouvem.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Em algumas comunidades acrescenta-se "Amém" logo aqui e o versículo "Rogai por nós..." é rezado em seguida como parte do terço; em outras, o versículo já é considerado parte da oração. As duas praxes existem.
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei
Também se ouve "volvei a nós esses vossos olhos misericordiosos". É inversão de ordem, mesmo texto.
(versão cantada em latim: Salve, Regina, Mater misericordiae...)
Costume de algumas paróquias, mosteiros e grupos, sobretudo no fim do dia. Não é exigência nenhuma; é repertório.
Concílio Vaticano II — Lumen Gentium, nn. 60-62 e 66 (citação aproximada, a conferir)
Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Antífona final de Nossa Senhora, nas Completas (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Vinde, Espírito Santo
V. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor.
V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis
com a luz do Espírito Santo,
fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito
e gozemos sempre da sua consolação.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Esta é a oração que pede ao Espírito Santo que venha — e é a oração da Crisma por excelência, porque o sacramento da Confirmação é justamente o dom do Espírito Santo. Ela tem duas partes: um versículo curto que se reza em forma de chamado e resposta, e uma oração final ("Ó Deus, que instruístes...") que pede discernimento e consolação.
É a oração com que se começa quase qualquer coisa que exija luz: uma reunião de catequese, uma leitura da Bíblia, uma decisão difícil. Se você só decorar uma oração antes da Crisma, que seja esta.
Quando: No início de reuniões de catequese, encontros de grupo, estudos bíblicos e ensaios de ministério — em muitos lugares é a primeira coisa que se reza ao sentar. Na liturgia, aparece ligada a Pentecostes. Na preparação para a Crisma, é a oração que a turma costuma rezar em todo encontro.
Outras formas conhecidas — Vinde, Espírito Santo (4)
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Versão curta, rezada sozinha como invocação, sem o "Oremos". É a forma mais ouvida no dia a dia.
Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor.
Forma com "tu", comum em grupos de jovens, na Renovação Carismática e em cantos. O texto litúrgico brasileiro usa "vós".
...e gozemos sempre da sua consolação, por Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Fecho alternativo trazido pela redação independente do crosscheck (que se declarou incerta). "Por Cristo, nosso Senhor" é o fecho corrente das orações do Missal brasileiro; as duas ordens de palavras se ouvem.
Sequência "Vinde, Espírito Santo, e enviai do céu um raio de vossa luz" (Veni Sancte Spiritus)
É outro texto — a sequência cantada na Missa de Pentecostes, mais longa. Não confundir com esta invocação.
Missal Romano, 3ª edição típica (tradução brasileira), Domingo de Pentecostes / Missas do Espírito Santo (citação aproximada, a conferir)
Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Sl 103(104),30 (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Ato de Contrição
Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração
de todos os meus pecados, e os detesto,
porque, pecando, não só mereci as penas por vós justamente estabelecidas,
mas principalmente porque vos ofendi,
a vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas.
Por isso, proponho firmemente,
com o auxílio da vossa graça,
não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecado.
Senhor, tende piedade de mim, pecador. Amém.
É a oração em que a pessoa reconhece o que fez de errado, se arrepende e diz que quer mudar. Na confissão, o padre costuma pedir que você a reze depois de contar os pecados, antes da absolvição — e é absolutamente normal precisar ler num papel ou no cartãozinho da igreja. Ninguém é reprovado por não saber de cor.
O arrependimento de que ela fala tem dois níveis, e é honesto dizer: arrepender-se por medo das consequências já vale, mas o que a oração busca é o arrependimento por ter ofendido alguém que se ama. O nome técnico dessa diferença é contrição perfeita e imperfeita (ou "atrição").
Quando: No sacramento da Confissão (Penitência), depois de dizer os pecados e antes da absolvição. Também no exame de consciência da noite e em celebrações penitenciais, que são comuns na Quaresma e no Advento e às quais a turma de Crisma costuma ser levada.
Outras formas conhecidas — Ato de Contrição (4)
Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração por todos os meus pecados, e os detesto, porque, pecando, mereci as penas do inferno e, principalmente, porque ofendi a Vós, que sois infinitamente bom e mereceis ser amado sobre todas as coisas...
Redação com "as penas do inferno", muito impressa em livrinhos brasileiros e trazida pela redação independente do crosscheck deste projeto (que se declarou incerta). O texto principal acima usa a formulação mais branda ("as penas por vós justamente estabelecidas"), também corrente; qual delas está no Ritual da Penitência brasileiro ainda não foi conferido.
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu; por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, pesa-me, de todo o coração, de vos ter ofendido...
Fórmula tradicional, muito usada no Brasil, sobretudo por quem foi catequizado há mais tempo. Serve igualmente na confissão.
Meu Deus, tende piedade de mim, segundo o vosso grande amor. Lavai-me de todas as minhas faltas e purificai-me do meu pecado. (Sl 50)
Fórmula bíblica breve, prevista entre as opções do Ritual da Penitência. Se você travar na hora, esta resolve.
Uma oração de arrependimento com as próprias palavras.
Muitos padres aceitam e até sugerem. Se estiver inseguro, diga ao padre no começo: "é minha primeira confissão" — ele conduz.
Ritual da Penitência (edição brasileira, CNBB), Fórmulas de contrição do penitente (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Santo Anjo
Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, guarda, governa e ilumina.
Amém.
É uma oração curta, quase sempre a primeira que um católico brasileiro aprende — muita gente a reza desde criança, antes de dormir. Ela pede a proteção do anjo da guarda: a crença de que Deus acompanha cada pessoa também por meio de um anjo.
Se isso soar infantil, vale saber que a Igreja trata os anjos como parte séria da fé, não como folclore — mas também que esta é uma devoção, não uma obrigação. Você pode rezá-la ou não; nada na sua Crisma depende disso.
Quando: Antes de dormir, ao sair de casa, em viagens, com crianças. Aparece pouco na liturgia e muito na oração doméstica; é a oração que avós e padrinhos ensinam.
Outras formas conhecidas — Santo Anjo (2)
sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina
Forma com os pronomes repetidos, muito comum — é a que a redação independente do crosscheck deste projeto trouxe. A outra ("rege, guarda, governa e ilumina") é a mais antiga e é a que está no texto principal.
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, a mim, que a ti me confiou a piedade divina...
Variação regional na segunda linha. Não há versão oficial única: é oração devocional, não texto litúrgico.
V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E ela concebeu do Espírito Santo.
Ave-Maria... (registro `ave_maria`)
V. Eis aqui a serva do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave-Maria...
V. E o Verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.
Ave-Maria...
V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações
para que, conhecendo pela anunciação do Anjo
a encarnação de Cristo, vosso Filho,
cheguemos, por sua paixão e cruz,
à glória da ressurreição.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
O Angelus é uma oração curta rezada três vezes por dia — de manhã, ao meio-dia e de tarde — em torno de uma única cena: o anjo anuncia a Maria que ela será mãe de Jesus, e ela aceita. Em muitas cidades o sino da igreja ainda toca no horário para marcar isso.
O que ele faz, na prática, é cortar o dia ao meio com uma lembrança: Deus entrou na história por meio de um "sim" dito por uma pessoa concreta. É rezado em versículo e resposta — alguém puxa, o grupo responde —, com uma Ave-Maria depois de cada parte.
Quando: Às 6h, 12h e 18h, quando se reza. Um iniciante o encontra sobretudo ao meio-dia em paróquias, colégios católicos, retiros e encontros de grupo — é comum que a reunião pare para rezá-lo. Também é a oração que o Papa reza com o povo aos domingos ao meio-dia. No tempo pascal, o Angelus dá lugar ao Regina Caeli (registro `regina_caeli`).
Outras formas conhecidas — Angelus (3)
Infundi, Senhor, nós vos pedimos, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, por sua paixão e morte na cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição...
Redação mais longa e mais antiga da oração final, trazida pela redação independente do crosscheck deste projeto (que se declarou incerta). Circula muito em livrinhos; a do texto principal é a mais ouvida hoje. Nenhuma das duas foi cotejada com uma edição impressa.
Regina Caeli / Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!
No tempo pascal (da Páscoa a Pentecostes), reza-se o Regina Caeli no lugar do Angelus — o texto está no registro `regina_caeli`. Se o grupo mudar de oração depois da Páscoa, é isso que aconteceu.
Angelus sem as Ave-Marias intercaladas
Costume de alguns grupos quando o tempo é curto. É redução prática, não regra.
Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,26-38
Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Jo 1,14
Paulo VI — Marialis Cultus, n. 41 (citação aproximada, a conferir)
Não é um texto único: o terço é uma sequência. Os passos estão no campo "passos" deste registro, e os textos das orações usadas estão nos registros `sinal_da_cruz`, `credo_apostolico`, `pai_nosso`, `ave_maria`, `gloria_ao_pai`, `oracao_de_fatima` e `salve_rainha`.
OS MISTÉRIOS, POR DIA DA SEMANA
Gozosos — segunda-feira e sábado:
1. A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora
2. A Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel
3. O Nascimento de Jesus em Belém
4. A Apresentação do Menino Jesus no Templo
5. O reencontro do Menino Jesus no Templo, entre os doutores
Luminosos — quinta-feira:
1. O Batismo de Jesus no rio Jordão
2. A autorrevelação de Jesus nas bodas de Caná
3. O anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão
4. A Transfiguração de Jesus
5. A instituição da Eucaristia
Dolorosos — terça-feira e sexta-feira:
1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras
2. A flagelação de Jesus atado à coluna
3. A coroação de espinhos
4. Jesus carrega a cruz até o Calvário
5. A crucifixão e morte de Jesus
Gloriosos — quarta-feira e domingo:
1. A ressurreição de Jesus
2. A ascensão de Jesus ao céu
3. A descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos
4. A assunção de Nossa Senhora ao céu
5. A coroação de Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra
Sinal da Cruz (registro `sinal_da_cruz`)
Segurando a cruz do terço.
Credo — Símbolo dos Apóstolos (registro `credo_apostolico`)
Ainda na cruz. Alguns grupos começam direto no Pai-Nosso — as duas praxes existem.
Pai-Nosso (registro `pai_nosso`)
Na primeira conta isolada depois da cruz.
Três Ave-Marias (registro `ave_maria`)
Nas três contas seguintes. É costume pedir, em cada uma, o aumento da fé, da esperança e da caridade — em alguns grupos rezam-se aqui os atos de fé, esperança e caridade (registro `atos_de_fe_esperanca_caridade`).
Glória ao Pai (registro `gloria_ao_pai`)
Fechando a introdução.
Anúncio do primeiro mistério
Quem conduz diz qual é a cena e, em muitos grupos, lê um versículo da Bíblia sobre ela. A lista dos mistérios por dia da semana está no campo "texto" deste registro.
Um Pai-Nosso
Na conta isolada que abre a dezena.
Dez Ave-Marias
Nas dez contas juntas, pensando no mistério anunciado. Quem conduz reza a primeira metade; o grupo responde a segunda.
Glória ao Pai
Fechando a dezena.
Oração de Fátima — "Ó meu Jesus" (registro `oracao_de_fatima`)
Opcional, mas quase universal no Brasil. É devoção acrescentada, não parte obrigatória do terço; o texto está no registro `oracao_de_fatima`.
Repetir os passos 6 a 10 mais quatro vezes
Uma vez para cada um dos cinco mistérios do dia.
Salve-Rainha (registro `salve_rainha`)
No fim, muitas vezes cantada.
Orações finais e Sinal da Cruz
Variam muito por paróquia e por grupo: ladainha de Nossa Senhora (registro `ladainha_de_nossa_senhora`), oração a São Miguel (registro `oracao_a_sao_miguel`), intenções do Papa, um pedido pela comunidade. Nada disso é regra universal — é costume do lugar.
O terço é uma sequência de orações já conhecidas — Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória — contadas nas contas do cordão, enquanto se pensa em cenas da vida de Jesus e de Maria, chamadas "mistérios". A repetição não é para acumular pedidos: é para segurar a atenção num lugar só, como um ritmo. Quem conduz costuma anunciar o mistério em voz alta antes de cada dezena.
Se é a sua primeira vez num grupo de terço, você não precisa saber nada: segure o terço, acompanhe a segunda metade da Ave-Maria (que o grupo responde) e deixe as contas correrem. Terço (cinco dezenas) e rosário (quinze ou vinte dezenas, os mistérios todos) não são a mesma coisa, mas no Brasil quase todo mundo diz "terço".
Quando: Em grupos de terço na paróquia (muitos rezam antes da Missa da semana), no mês de maio e em outubro, em velórios e em novenas, e sozinho — no carro, na fila, caminhando. É a devoção que você mais vai ver na comunidade, e a que mais rende convite: "vem rezar o terço com a gente".
Outras formas conhecidas — Terço (como se reza) (4)
Distribuição antiga: gozosos na segunda e na quinta; dolorosos na terça e na sexta; gloriosos na quarta, no sábado e no domingo.
Era a ordem anterior a 2002, antes de os mistérios luminosos existirem. Ainda é usada por pessoas mais antigas e em alguns grupos — se o grupo anunciar um mistério que não bate com a tabela, é provavelmente isso.
Nos tempos fortes, o grupo pode trocar o conjunto de mistérios (por exemplo, dolorosos na Quaresma, gloriosos no tempo pascal).
Prática comum e prevista; a tabela de dias é orientação, não lei.
Ladainha de Nossa Senhora, oração a São Miguel Arcanjo, "pelas intenções do Santo Padre", ofertório do terço.
Costume local: muda de paróquia para paróquia e até de grupo para grupo dentro da mesma igreja. Nada disso é necessário para o terço estar "completo". Os dois primeiros têm registro próprio: `ladainha_de_nossa_senhora` e `oracao_a_sao_miguel`.
Terço cantado / terço mariano com cantos entre as dezenas.
Costume local. Este material não reproduz letras de cantos.
João Paulo II — Rosarium Virginis Mariae, nn. 19-21 (os mistérios luminosos) e n. 38 (a distribuição pelos dias) (citação aproximada, a conferir)
Paulo VI — Marialis Cultus, nn. 42-55 (citação aproximada, a conferir)
Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o rosário (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Oração de Fátima ("Ó meu Jesus")
Ó meu Jesus, perdoai-nos,
livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu
e socorrei principalmente as que mais precisarem.
É a oração curta que muitos grupos rezam depois do Glória, no fim de cada dezena do terço. Ela nasceu da devoção ligada às aparições de Fátima, em Portugal, e entrou no terço brasileiro por costume — não por norma litúrgica. Se você rezar o terço com um grupo e ouvir uma frase a mais depois do Glória que não estava na sua folha, é esta.
Ela pede duas coisas: perdão para quem reza e socorro para os outros — "as que mais precisarem". Vale reparar que o terço, aqui, deixa de ser sobre quem reza. É um acréscimo devocional: rezar o terço sem ela não deixa o terço incompleto, e nenhum grupo vai cobrar.
Quando: No terço, logo depois do Glória ao Pai que fecha cada dezena (passo 10 do registro `terco`). Fora do terço quase não aparece. É quase universal nos grupos brasileiros, mas é opcional: há paróquias e livrinhos que não a incluem.
Outras formas conhecidas — Oração de Fátima ("Ó meu Jesus") (2)
...e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem da vossa misericórdia.
Fecho mais longo, muito ouvido no Brasil. As duas formas circulam no mesmo grupo.
Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno...
Com "e" ligando as duas primeiras frases. Variação de pontuação; mesma oração.
Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o rosário e os acréscimos devocionais (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Regina Caeli (Rainha do Céu)
V. Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!
R. Porque aquele que merecestes trazer em vosso seio, aleluia!
V. Ressuscitou como disse, aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, aleluia!
V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!
Oremos:
Ó Deus, que vos dignastes alegrar o mundo
com a ressurreição do vosso Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor,
concedei-nos, nós vos pedimos,
que, por sua Mãe, a Virgem Maria,
alcancemos as alegrias da vida eterna.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Do Domingo de Páscoa até Pentecostes, o Angelus some e esta oração toma o lugar dele. A troca não é detalhe de calendário: o Angelus contempla o começo (o anjo anuncia, Maria aceita) e o Regina Caeli contempla o fim (aquele Filho ressuscitou). Por isso a palavra que se repete aqui é "aleluia" — quatro vezes em quatro linhas.
Se você entrar num grupo depois da Páscoa e a oração do meio-dia tiver mudado, é isto que aconteceu; ninguém vai avisar. O nome é latim e quer dizer "Rainha do céu" — em muitas paróquias é cantada, às vezes em latim mesmo.
Quando: No tempo pascal — do Domingo de Páscoa a Pentecostes —, nos mesmos horários do Angelus (manhã, meio-dia e fim de tarde) e no fim das Completas. É também a oração que o Papa reza com o povo aos domingos ao meio-dia nesse tempo. Fora do tempo pascal, volta o Angelus (registro `angelus`).
Outras formas conhecidas — Regina Caeli (Rainha do Céu) (2)
Regina caeli, laetare, alleluia...
Versão latina cantada, comum em mosteiros, corais e algumas paróquias no tempo pascal. É repertório, não exigência.
R. Porque quem merecestes trazer em vosso seio, aleluia!
Redação sem o "aquele que". Circula em livrinhos brasileiros lado a lado com a do texto principal.
Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Antífona final de Nossa Senhora no tempo pascal, nas Completas (citação aproximada, a conferir)
Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre o Angelus e o Regina Caeli (citação aproximada, a conferir)
texto ainda não conferido
Devoção
Bênção da mesa
Abençoai-nos, Senhor,
e a estes alimentos
que pela vossa bondade vamos receber.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
É a oração curta que se reza antes de comer, de mãos juntas ou de mãos dadas, quase sempre precedida do sinal da cruz. Ela não abençoa a comida como se ela precisasse de conserto: agradece, e pede que quem come lembre de quem não tem.
É a oração mais fácil de retomar quando alguém volta à prática da fé, porque cabe em dez segundos e não exige reunião nenhuma. Em muitas famílias brasileiras quem reza é a pessoa mais velha à mesa; em outras, quem convidou. Se você estiver na casa de alguém e a família rezar, basta acompanhar o sinal da cruz e responder "Amém".
Quando: Antes das refeições, em casa, em encontros de grupo, em retiros e em almoços de paróquia. Também aparece, mais curta, no fim ("ação de graças"). É o uso doméstico citado no registro `sinal_da_cruz`.
Outras formas conhecidas — Bênção da mesa (3)
Abençoai, Senhor, estes alimentos que vamos receber e dai pão a quem tem fome.
Forma muito usada em grupos e pastorais, por causa da segunda metade. Circula em várias redações.
Dai-nos, Senhor, a vossa bênção; dai pão a quem tem fome e fome de vós a quem tem pão.
Redação frequente em comunidades e pastorais sociais no Brasil. A autoria da frase não foi confirmada por este material.
Uma oração de agradecimento com as próprias palavras.
Igualmente comum, sobretudo quando há pessoas de outras igrejas à mesa. Não há fórmula obrigatória.
texto ainda não conferido
Devoção
Oração a São Miguel Arcanjo
São Miguel Arcanjo,
defendei-nos no combate,
sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio.
Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos,
e vós, príncipe da milícia celeste,
pelo poder divino,
precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos
que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Amém.
É uma oração de proteção, rezada em muitas paróquias no fim do terço ou depois da Missa. A linguagem é de batalha — "defendei-nos no combate" — e isso costuma estranhar quem chega: ela vem do século XIX e fala do mal como algo real, contra o qual se pede socorro, não como figura de linguagem.
É devoção, não liturgia, e é opcional. Você vai encontrá-la sobretudo em grupos de terço, em novenas e em paróquias que a rezam por costume; em muitas outras ela nunca aparece. Nada na preparação para a Crisma depende dela.
Quando: No fim do terço, em algumas paróquias (passo 13 do registro `terco`), depois da Missa em comunidades que mantêm o costume, e na oração pessoal de quem tem essa devoção. É costume local: muda de igreja para igreja.
Outras formas conhecidas — Oração a São Miguel Arcanjo (2)
São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate...
"Neste combate" em vez de "no combate". As duas redações circulam em livrinhos brasileiros.
...precipitai no inferno Satanás e os outros espíritos malignos...
Sem a preposição "a". Variação de tradução; mesma oração.
ATO DE FÉ
Meu Deus, eu creio firmemente
em tudo o que a santa Igreja Católica crê e ensina,
porque vós, ó Deus, sois a própria Verdade,
que nem se engana nem nos pode enganar.
ATO DE ESPERANÇA
Meu Deus, eu espero, com firme confiança,
que me haveis de dar, pelos merecimentos de Jesus Cristo,
a vossa graça neste mundo e a glória eterna no outro,
porque vós o prometestes e sois fiel nas vossas promessas.
ATO DE CARIDADE
Meu Deus, eu vos amo de todo o coração e sobre todas as coisas,
porque sois infinitamente bom e digno de ser amado;
e, por amor de vós, amo o meu próximo como a mim mesmo
e perdoo a quem me tem ofendido.
São três orações curtas que andam juntas, uma para cada uma das virtudes que a fé católica chama de "teologais": crer, esperar e amar. Cada uma diz a mesma coisa em três tempos — o que se faz, e por quê. Repare que o motivo nunca é o próprio sentimento: crê-se porque Deus é verdadeiro, espera-se porque ele prometeu, ama-se porque ele é digno de ser amado.
Elas aparecem onde menos se espera: no terço, quando o grupo reza as três Ave-Marias do começo pedindo fé, esperança e caridade; no exame de consciência; e na preparação para a confissão. São devoção, não texto litúrgico — e não é preciso saber de cor.
Quando: Nas três Ave-Marias que abrem o terço (passo 4 do registro `terco`), quando o grupo as reza explicitamente. Também na oração da manhã e da noite, no exame de consciência e antes da confissão — em muitos livrinhos brasileiros eles vêm impressos logo ao lado do Ato de Contrição (registro `ato_de_contricao`).
Outras formas conhecidas — Atos de fé, esperança e caridade (2)
...porque sois infinitamente bom e infinitamente amável.
Fecho do Ato de Caridade em muitos livrinhos, no lugar de "digno de ser amado". Mesmo sentido.
Meu Deus, eu creio em vós, porque sois a própria Verdade. (forma breve)
Reduções de uma linha, usadas com crianças e em grupos. Não são versão oficial nenhuma — são resumos.
A minha alma engrandece o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
porque olhou para a humildade de sua serva.
De agora em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
porque o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas,
e santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que o temem.
Agiu com a força do seu braço,
dispersou os soberbos de coração,
derrubou os poderosos de seus tronos
e elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos
e despediu os ricos de mãos vazias.
Acolheu Israel, seu servo,
lembrando-se da sua misericórdia,
como prometera aos nossos pais,
em favor de Abraão e sua descendência, para sempre.
O Magnificat não é uma oração que a Igreja compôs: é a resposta que Maria dá quando Isabel a saúda, no Evangelho de Lucas. É o texto mais longo que a Bíblia põe na boca dela — e é, de longe, o mais político: fala de derrubar poderosos, de encher de bens os famintos e de despedir os ricos de mãos vazias.
Quem só conhece a devoção mariana pelas imagens doces costuma levar um susto aqui, e vale levar: a mulher que a Igreja chama de Rainha começa dizendo que Deus "olhou para a humildade de sua serva". É rezado todo dia nas Vésperas (a oração da tarde da Igreja) e é muito cantado em grupos e pastorais.
Quando: Todos os dias nas Vésperas, a oração da tarde da Liturgia das Horas — é o ponto alto dela. Também na festa da Visitação, em novenas marianas, em encontros de pastoral e cantado em muitas melodias diferentes. Um iniciante costuma encontrá-lo primeiro cantado, sem saber que é a Bíblia.
Outras formas conhecidas — Magnificat (o cântico de Maria) (1)
Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador...
Abertura de outras traduções brasileiras muito usadas. A tradução varia bastante entre a Bíblia da CNBB, a Liturgia das Horas e as versões cantadas — e todas são o mesmo texto de Lucas.
Bíblia Sagrada — tradução da CNBB, Lc 1,46-55
Liturgia das Horas (edição brasileira, CNBB), Cântico evangélico das Vésperas (citação aproximada, a conferir)
Este registro descreve a ladainha; não traz o texto dela. O texto completo está nos livrinhos de oração da paróquia e nas edições brasileiras do terço, e o enquadramento do costume está no Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino, 2001), citado nas fontes deste registro. Como se reza, na prática: quem conduz diz cada invocação ("Mãe da Igreja", "Virgem prudentíssima"...), e todos respondem "Rogai por nós". Nas invocações iniciais a Cristo, a resposta é "Tende piedade de nós". No fim, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, ou a oração que o grupo usar.
Ladainha é um formato, não um texto: alguém puxa uma série longa de invocações, uma por linha, e o grupo responde sempre a mesma coisa. Na Ladainha de Nossa Senhora — também chamada Ladainha de Loreto — as invocações são títulos de Maria ("Mãe do bom conselho", "Torre de marfim", "Causa da nossa alegria") e a resposta do povo é "Rogai por nós" a cada um. No fim, entram as invocações a Cristo e uma oração conclusiva.
A primeira vez impressiona pelo tamanho e pela estranheza dos títulos, que vêm em grande parte de imagens do Antigo Testamento. Duas coisas ajudam: você não precisa saber nenhum deles — a sua parte é só o "Rogai por nós", que se repete; e ela é costume local, rezada no fim do terço em algumas paróquias e nunca em outras.
Este material NÃO reproduz o texto da ladainha, por duas razões: a lista de invocações muda entre edições (e ganhou acréscimos recentes) e não há aqui uma edição brasileira conferida de onde copiá-la. Peça o livrinho na secretaria da paróquia, ou acompanhe pelo folheto do grupo — é assim que todo mundo faz.
Quando: No fim do terço, em paróquias e grupos que mantêm o costume (passo 13 do registro `terco`), no mês de maio e em novenas marianas. Muitas comunidades nunca a rezam — é costume do lugar, não parte do terço.
Outras formas conhecidas — Ladainha de Nossa Senhora (o que é) (2)
Ladainha cantada, em português ou em latim (Litaniae Lauretanae).
Costume de algumas paróquias, mosteiros e grupos de terço. É repertório, não exigência.
Ladainha de Todos os Santos, Ladainha do Sagrado Coração, Ladainha de São José.
Outras ladainhas, com o mesmo formato de puxar-e-responder. A de Todos os Santos aparece em batismos, ordenações e na Vigília Pascal — é litúrgica, e não devocional como esta.
Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia (Congregação para o Culto Divino), Seção sobre as ladainhas marianas (citação aproximada, a conferir)
Paulo VI — Marialis Cultus, Sobre as formas da piedade mariana (citação aproximada, a conferir)